quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Oportunidades e armadilhas

Esta palavra, uma pérola encontrada no site da Lagoinha (http://www.lagoinha.com/), vem de encontro ao que estou vivendo no momento. Preciosíssima, todos devem ler... Desejo sinceramente que ela satisfaça às expectativas e anseios de todos que por aqui passarem.


Oportunidades e armadilhas

O ser humano tem necessidades e desejos esperando para serem atendidos. Adquirimos conhecimento, desenvolvemos habilidades e ficamos na expectativa de uma boa ocasião para realizarmos nossos propósitos.

Então, de repente, surge uma oportunidade como porta que se abre, atrativa, chamativa, promissora. Na medida em que crescemos na vida, muitas portas vão se abrindo. A grande questão é: onde estaremos entrando? Para onde seremos conduzidos? Depois que entrarmos, será possível sair?

Peixes, aves, e outros animais, são atraídos por iscas alimentares que os conduzem ao cativeiro e a morte. O homem também é apanhado de forma semelhante (Ec 9.12). Relatos bíblicos nos mostram personagens diante de algumas oportunidades: Eva diante de um fruto maduro (Gn 3.6); Esaú diante de uma refeição preparada (Gn 25.29); Jonas diante de um navio ancorado e prestes a partir (Jn 1.3).

Na vida encontramos ocasiões assim: Tudo está pronto. Não teremos trabalho algum. Parece que todos os fatores estão contribuindo para a realização de um sonho (ou pesadelo).

Tal é o quadro descrito pelo convite da mulher adúltera: “Já cobri a minha cama de cobertas, de colchas de linho do Egito. Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo. Vem, saciemo-nos de amores até pela manhã; alegremo-nos com amores. Porque meu marido não está em casa; foi fazer uma jornada ao longe; um saquitel de dinheiro levou na mão; só lá para o dia da lua cheia voltará para casa.” (Pv 7.16-20.)

O caminho mais fácil pode ser o mais perigoso. Se tudo está pronto, se não houve custo nem trabalho, e ainda precisa ser escondido, cuidado.

Pode ser algo que atende ao desejo e à expectativa, mas contraria o que Deus falou (Gn 2.17; 3.6; Êx 20.14). A Palavra do Senhor deve ser a nossa fonte de parâmetros e princípios para as escolhas da vida.

José, solteiro, longe da família, trabalhando como escravo, foi alvo de uma mulher sedutora (Gn 39.7-13). Que oportunidade! Entretanto, o jovem servo de Deus rejeitou aquele presente maligno. Hoje, muitos o chamariam de bobo etc. Depois José veio a ser governador do Egito, casou-se e realizou seus desejos com sua esposa.

Oportunidades do dia-a-dia, envolvendo relacionamentos, empregos, negócios etc. precisam ser avaliadas com muita sabedoria e seriedade. As vantagens aparentes não devem ser os fatores decisivos nas nossas escolhas.

Muitas vezes será preciso dizer ‘não’, recusando propostas, convites, ofertas e presentes ilícitos, suspeitos ou inconvenientes. Seria o caso dos subornos ou, por exemplo, presente de ex-namorado oferecido a uma mulher casada. Muitas situações gratuitas permitem prever efeitos negativos e cobranças futuras.

São interessantes os exemplos bíblicos vividos por Abraão (Gn 14.21-23), Davi (2Sm 24.22-24), Eliseu (2Rs 5.15-16) e os apóstolos (At 8.18-20) que disseram ‘não’ diante de oportunidades de ganho material indevido. Os verdadeiros servos de Deus devem ser capazes de recusar até ofertas em dinheiro, como Pedro recusou, quando alguém quiser comprar a bênção ou adquirir posições ou privilégios na igreja.

Aqui estão alguns procedimentos e aspectos a serem observados para que se reduza a possibilidade de uma decisão errada diante de algumas oportunidades:

1. Ore ao Senhor (Ef 6.18). Quem não ora assume sozinho a responsabilidade pelas consequências.


2. Verifique a origem da proposta (Gl 5.8). No caso de Sansão, por exemplo: Dalila, uma mulher pertencente à nação inimiga, não poderia ser bênção em sua vida (Jz 16.4).


3. Descubra o que a Palavra de Deus diz a respeito daquele assunto específico ou semelhante (Sl 119.105). Se Deus proibiu determinado ato, não adianta orar e perguntar novamente. Foi o caso de Balaão diante das ofertas de Balaque (Nm 22.18-19).


4. Ouça a voz da consciência. Ela nos faz perceber que alguma coisa está errada, mesmo que não saibamos o que é. Embora ela possa ser cauterizada ou condicionada, não deixa de ser um juízo interior dado por Deus. Se a consciência nos acusa ou reprova, isso pode indicar uma cilada (Rm 2.15; 9.1; 1Jo.3.20-21). Se sentimos paz, é provável que o caminho seja certo, mas devemos avaliar outros aspectos envolvidos.


5. Qual é o preço a ser pago? Existem recursos para o pagamento? (Lc 14.28). Vantagens exageradas gratuitas ou com preço insignificante devem inspirar desconfiança. Produtos roubados são muito baratos. Se o preço for alto demais, podemos também estar diante de uma transação injusta.


6. Quais são os riscos e as consequências? Vale a pena investir? Aonde chegaram aqueles que trilharam esse caminho? (Pv 14.12).


7. Que tipo de renúncia ou perda envolve cada alternativa? Não se pode ter tudo ao mesmo tempo. Quem escolhe um amante perderá o marido e, talvez, os filhos. Quem quer ganhar o mundo, pode perder a alma (Mt 16.26).


8. Você precisa mesmo daquilo? (Lc 10.41-42). Até no caso de situações lícitas, é preciso verificar se existe uma necessidade que justifique o investimento. O consumismo da sociedade capitalista faz com que muitas pessoas gastem muito dinheiro com artigos supérfluos e inúteis.


9. É o tempo certo para esse tipo de realização? (Ec 3.1).


10. Se existe dúvida, não tome uma decisão apressada. Um período de reflexão pode significar a diferença entre a vida e a morte. Não seja precipitado (Pv 21.5). Precipitação e queda são sinônimos.


11. Ouça o conselho de pessoas mais experientes, principalmente dos líderes, pais, pastores etc. (Pv 11.14).

Cada situação da vida pode trazer características imprevisíveis, mas sempre podemos avaliá-las sob o seguinte enfoque:

Como esta oportunidade se encaixa no propósito geral da minha vida?

Vejamos a experiência e o exemplo do Senhor Jesus: queriam fazê-lo rei (João 6.15). Ele rejeitou. Quem rejeitaria uma posição desse tipo? O Mestre não aceitou porque estava determinado a cumprir o plano de Salvação no Calvário. Ele conhecia o propósito do Pai e estava resoluto no desempenho de sua missão. Ser rei não seria pecado. Existem oportunidades em nossas vidas que envolvem coisas boas e não pecaminosas, mas, ainda assim, nos afastam do propósito de Deus.

As oportunidades malignas são atalhos que nos afastam do caminho certo, desviando-nos do nosso alvo e interrompendo a obra que estamos realizando (Ne 6.3). Por exemplo, no caso dos apóstolos, surgiu a oportunidade de se envolverem com o trabalho social, servindo a mesa das viúvas. Seria um ministério correto e maravilhoso, mas haveria de desviá-los da missão de pregar a Palavra de Deus e estabelecer os fundamentos da igreja (At 6.1-4).

Fato é que, em geral, vivemos em busca de oportunidades para a realização da nossa vontade. Mas, como fica a obediência à vontade de Deus? Não percamos as oportunidades para evangelizar, pregar a palavra, jejuar, orar, participar dos cultos, ter comunhão com os irmãos e exercer nossos dons e ministérios. E essas oportunidades são diárias. Dizer que estamos esperando por elas é, quase sempre, apenas uma desculpa descabida e inaceitável.

Queremos que Deus abra as portas e nos dê oportunidades, mas, quem sabe Ele também esteja esperando que abramos o nosso coração e deixemos que ele opere em nós (Ap 3.20).

Se a realização da vontade de Deus for a razão e o propósito da nossa existência, ficará bem mais fácil identificar as armadilhas malignas e escapar delas. Se o nosso alimento vem do Pai, não seremos apanhamos pelas iscas e laços do passarinheiro (Sl 91.3; 124.7).

O que vem de Deus é melhor

Rejeitar as ofertas do mundo pode trazer um ilusório sentimento de perda, mas vale a pena resistir às astutas ciladas de Satanás, pois o Senhor tem o melhor para nós. Para aqueles que já entraram pelas portas erradas, resta o arrependimento, caso ainda não tenham sido destruídos pelo maligno. Foi o caso de Jonas. No ventre do peixe, ele orou ao Senhor e foi vomitado na praia (Jn 2.1,10).

No deserto, depois que Jesus rejeitou todas as propostas de Satanás, disfarçadas de boas oportunidades, vieram os anjos e o serviram (Mt 4.11).

O Senhor abençoará a todos os seus filhos, dando-nos oportunidade para realizar os sonhos que Ele mesmo colocou em nossos corações.

Não perca as boas oportunidades da vida

Elas estão presentes até mesmo nas pequenas coisas cotidianas (Ec 2.24; 5.18; 8.15). Nem só de renúncia e austeridade vive um servo de Deus. Cada dia que vivemos é uma nova oportunidade para muitas realizações. Só não podemos dar ocasião à carne e ao diabo (Ef 4.27; 1Tm 5.14; Gl 5.13; 1Co 7.21). Aproveite a vida presente, pois reencarnação não existe e a eternidade terá outros propósitos.

Apesar de todas as advertências, não podemos ficar travados em nossas decisões por causa do medo disfarçado de prudência. Muitas chances que temos são portas que Deus abriu. Reconhecendo assim, entremos por elas e sejamos felizes.

A bem da verdade, precisamos lembrar que as boas oportunidades também envolvem riscos, mas, nos casos das armadilhas, os riscos são fatais e alguém tenta ocultá-los por meio de artifícios. As dúvidas também costumam ser persistentes até nos melhores empreendimentos, mesmo porque nem todos os detalhes são conhecidos com antecedência, mas, se tomamos todas as providências possíveis, podemos ousar e prosseguir.

Criando oportunidades

Esperar que a oportunidade surja pode ser uma postura passiva sem garantias de êxito. É como esperar que uma porta se abra sem que o interessado tenha batido. Em algumas situações, podemos criar a oportunidade. Como Jesus ensinou: “Batei e abrir-se-vos-á.” (Mt 7.7.) Se o tempo é propício, não espere. Vá à luta, sem abrir mão dos princípios cristãos.

A oportunidade de ouro

Algumas oportunidades, por serem únicas, são imperdíveis. A arca de Noé é um exemplo. Ninguém poderia dizer: “Vou esperar o próximo barco”. Quem perdeu, morreu. Quando os israelitas chegaram diante da terra prometida, quase todos recuaram por causa do tamanho dos gigantes. O povo não entrou e não houve outra chance para aquela geração, exceto para Josué e Calebe.

A maior oportunidade que o homem tem é a de aceitar o Senhor Jesus como seu Salvador. Esta chance existe no tempo que se chama Hoje (Hb 4.16). Deixar para amanhã pode ser o maior risco que alguém possa assumir. Por isso, está escrito:

“Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.” (2Co 6.2.) Não sejamos como os contemporâneos de Jeremias que disseram: “Passou a sega, findou o verão e nós não estamos salvos.” (Jr 8.20).

Assim como não haveria uma segunda arca de Noé, também não haverá outro Salvador a quem possamos esperar (Mt 11.3) ou algum purgatório que substitua a purificação dos pecados realizada pelo sangue de Jesus. Portanto, se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração (Hb 4.7). Aproveitemos a oportunidade que Deus nos dá hoje. :: Por Anísio Renato de Andrade Bacharel em Teologia. www.anisiorenato.com Colaborador do portal Lagoinha.com

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

CRONICA DE UM SONHO


(26/11/2009)

São quatro da madrugada. Acordei de novo, com o mesmo sonho. Não exatamente o mesmo, mas no mesmo contexto. Perdi o sono... Comecei a pensar, pensar e pensar... Não quero mais sonhar com isso, mas gostaria de entender porque esses sonhos me perseguem no melhor do sono. Eu já não estava livre deles?

Minha noite já era, agora é só esperar o dia amanhecer. Fico pensando em um monte de coisas. Não sei se escrevo sobre o sonho. Antigamente eu até anotava com detalhes todos eles, para ficar analisando depois. Com o tempo, fui desistindo. Procuro algo em que me concentrar, mas só me vem à lembrança as palavras de Paulo, escrevendo aos hebreus, dizendo que devemos nos renovar, pela transformação da nossa mente. Paulo, Paulo, volta e me explica essa história direito, porque quanto mais eu leio, mais eu penso e menos eu entendo. Volto a ler “O campo de batalha da mente”, de Joyce Meyer, mas não encontro muita coisa de concreta nesse momento. Corro (de novo!) para o volume I do “Homem Espiritual”, de Watchman Nee. Não era através dele que eu estava me livrando de tanta coisa?

A mente da gente é como um armário, cheio de gavetas. Se essas gavetas não forem limpas com uma certa periodicidade, a gente pode se surpreender quando abri-las de novo. Lá estarão as mesmas lembranças, as mesmas dúvidas e até o que parecia certeza pode virar dúvida também.
Não há nada de errado comigo. Sou apenas uma pessoa que sonha os mesmos sonhos ao longo dos anos. Simplesmente sem saber o que eles significam.

Vou ouvir “Sonhos”, do Chris Duran. Será que o sono volta? Creio que não... Mesmo assim, é ele quem abre a rádio do blog no dia de hoje. Queria entender tanta coisa... Transformar-me, pela renovação da minha mente, quero renovar a minha mente! Quero sonhar coisas novas, quero que elas venham e que fiquem, porque hoje elas até aparecem, mas logo eu volto a ter os mesmos sonhos. Eles querem me dizer algo mais além de “te renova, pela transformação da tua mente”?
Tenho descoberto que Deus só faz por mim aquilo que eu não consigo. Ele não é o Deus do Impossível? Pois é. Ele só vai fazer o que for impossível pra mim. E Paulo diz que devemos nos transformar, pela renovação da nossa mente, para que enfim possamos experimentar qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12:2). Então, significa que isso eu posso fazer. Transformar-me, renovar a minha mente...

Ah, Deus, eu quero sonhar coisas novas, eu quero projetos novos. Não quero me prender a projetos que não vingaram. Eu quero parar de sonhar essas coisas. Isso me faz perder o sono toda vez, me faz ficar triste, me faz abrir o armário da mente e mexer em gavetas que não quero mexer, porque simplesmente ainda não consegui renová-las, transformá-las em algo melhor... Eu quero limpar essas gavetas de uma vez por todas e guardar coisas novas dentro delas. Coisas que possam modificar os meus sonhos. Eu não quero mais pensar nisso, não quero lembrar disso...

Quero muito entender tanta coisa... A Bíblia nunca se esgotará. Você pode ler à mesma frase milhões de vezes, ela sempre terá um infinito a decifrar. Milênios depois, cá estou eu, querendo saber como me transformar pela renovação da minha mente... O que tudo isso quer me ensinar? Será que ao longo desses anos eu ainda não aprendi o que preciso? Até quando vou ter esses flashes? Quero avançar, quero correr. Já perdi muito tempo com as mesmas coisas.

Renovar, transformar, renovar... Essas são as palavras de ordem. Sempre. Eu não quero mais perder o sono com sonhos que me entristeçam. Sonhos que pareçam tão reais, mas que desaparecem feito fumaça quando eu acordo. Fica só a lembrança, a dúvida e o desejo de entender. Quero a renovação dos meus sonhos, a transformação da minha madrugada de insônia em uma noite inteira de descanso e paz. Ou então, quero acordar de madrugada e ver o dia amanhecer porque estou falando com Deus, mas pedindo novos pedidos, ou agradecendo novas bondades dele para comigo. Não quero mais pedir sobre esses sonhos. Quero parar de sonhar com isso definitivamente.

Será que ainda está faltando perdão? A falta de perdão faz com que carreguemos um fardo que se torna pesadíssimo, ao longo dos anos. Vou pensar nisso, vou começar a liberar perdão a todos os personagens desse sonho, dessa história. Perdão é sempre bom, a gente nunca peca pelo excesso neste caso.

Eu quero um dia escrever de novo aqui, sobre essa minha insônia de hoje. Quero contar coisas novas que aconteceram. Uma nova história Deus tem pra mim.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

RENOVANDO AS FORÇAS NO SENHOR



Texto: Isaías 40:29-31

“Ele dá força aos cansados e vigor aos fracos e desanimados. Até os jovens se cansam, até os moços perdem as forças e caem, de tanto cansaço, mas o que esperam no Senhor sempre renovam suas energias. Sobem, voando como águias. Correm e não se cansam, caminham e não perdem as forças.”


1. Quando nos sentimos cansados, Deus nos fortalece – vs. 29
São nos momentos de fraqueza e cansaço que podemos ver o poder de Deus agindo em nós. Enquanto estivermos “fortes”, fazendo tudo da nossa maneira, na nossa força, Deus não poderá agir, pois Ele não invade a nossa vida. Mas, no momento em que nos sentimos sem vigor, se pedirmos a Deus para que Ele nos fortaleça, então o Seu poder multiplicará as nossas forças e nos fará prosseguir – Onde você tem buscado a força para viver? Você tem confiado na força do seu próprio braço e tem visto que não está alcançando o resultado que espera alcançar? A força de que necessitamos está em Deus.

2. Nossa esperança tem que estar somente em Deus – vs 30,31
Deus nos ama e se compadece de nós. Ele mesmo está sempre pronto a renovar as nossas forças quando nos sentimos enfraquecidos, abatidos e derrotados. “Esperar no Senhor” é aguardar pela provisão que Ele tem para nós, mas também significa colocar n’Ele toda a nossa esperança – Em quem você tem colocado a sua esperança? Nos políticos, na economia, no seu próprio braço? Somente Deus pode nos dar esperança e renovar as nossas forças.

“Ajuda-me a andar na tua verdade; ensina-me o que é certo, pois Tu és o meu Deus, o meu Salvador. Confiarei em ti por toda a minha vida.”
(Salmo 25:5 – Bíblia Viva. Editora Mundo Cristão)

“Seja paciente e espere pela ação do Senhor. Seja valente e encha o seu coração de coragem. Espere com confiança no Senhor.”
(Salmo 27:14 – Bíblia Viva. Editora Mundo Cristão)

3. Precisamos colocar nossos olhos no poder de Deus e não nos problemas – vs 31
Deus quer nos levar a enfrentarmos todas as situações juntos com Ele. Ele quer nos ajudar. Quando Deus nos diz que “subiremos, voando como águias”, está querendo nos ensinar uma nova maneira de olharmos para as situações: de cima, passando sobre nossos desafios! Muitas vezes colocamos nossa atenção demasiadamente nos problemas e nos esquecemos de subir ao nível d’Aquele que pode nos ajudar e nos sustentar, que é Jesus – Você tem colocado o seu foco nas situações ou em Deus? Se precisar, mude o seu foco hoje. Não fique com o seu olhar preso nos problemas e nas dificuldades, mas olhe para Jesus, pois Ele lhe estenderá a mão para lhe ajudar.

“Venham a mim e eu lhes darei descanso – todos vocês que trabalham tanto debaixo de um jugo pesado. Levem o meu jugo – porque ele se ajusta perfeitamente – e deixem que eu lhes ensine; porque eu sou manso e humilde, e vocês acharão descanso para suas almas; pois só Eu faço vocês carregarem cargas leves.”
(Mateus 11:28-30 – Bíblia Viva. Editora Mundo Cristão)

“Eu, o Senhor seu Deus, estou segurando fortemente a sua mão direita e prometo: ‘Não tenha medo porque Eu vou ajudar você’. ”
(Isaías 41:13 – Bíblia Viva. Editora Mundo Cristão)

4. Se a nossa esperança estiver em Deus, passaremos por todas as situações sem nos cansarmos – vs. 31
Muitas das situações ainda continuarão existindo, mas Jesus quer nos guardar do mal (“Não estou pedindo ao Senhor que os tire do mundo, mas que o Senhor os guarde livres do mal” – João 17:15). O que muda quando colocamos a nossa esperança apenas em Deus é que, mesmo com tantas preocupações e atividades, por piores que sejam, conseguiremos enfrentá-las sem nos cansarmos ou nos atemorizarmos, pois uma convicção haverá em nossos corações: de que Deus está sempre conosco, nos guardando, nos livrando do pior e nos conduzindo por caminhos de bênçãos – Você tem se sentido cansado nestes dias? Tem corrido, mas não tem chegado a lugar algum? Talvez isso esteja acontecendo porque você está correndo sozinho. Corra ao lado de Jesus. Ele te sustenta e renova as suas forças.

“O Senhor, o seu Redentor, o Santo de Israel, diz: Eu sou o Senhor, o seu Deus, aquele mestre que ensina e corrige para o seu bem, o guia que está sempre mostrando o caminho por onde vocês devem andar.”
(Isaías 48:17 – Bíblia Viva. Editora Mundo Cristão)

“Eu posso andar pelo vale escuro, onde a morte está bem perto, mas continuo tranqüilo e não sinto medo. Tu, Senhor, me guias e me proteges constantemente!”
(Salmo 23:4 – Bíblia Viva. Editora Mundo Cristão)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O tempo de Deus...


“Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião.
Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar;
Tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir.
Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; tempo de chorar e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de afastar.
Há tempo de procurar e tempo de perder; tempo de economizar e tempo de desperdiçar;
Tempo de rasgar e tempo de remendar; tempo de ficar calado e tempo de falar.
Há tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.”
(Eclesiastes 3:1-8)

O tempo de Deus é perfeito. Tem quem diga que Deus tarda, mas não falha. Não é verdade. Deus realmente não falha. Mas também não tarda. Tudo o que vem de Deus, vem no tempo certo. Até aquilo que pensamos ser ruim, vem com um propósito de nos preparar para um tempo melhor do que aquele que estamos vivendo. (Salomão diz no início do texto que há propósito para cada coisa debaixo do céu).

Acredito que uma das coisas mais maravilhosas para o ser humano, é aprender a esperar o tempo de Deus. Aguardar as coisas belas que Ele ainda vai fazer. Porque não é nada fácil, aos olhos humanos, mas é perfeitamente possível. Esperar o amor, esperar o filho tão desejado, a aprovação no concurso, e tantas outras coisas mais, que muitas vezes nos apressamos, achando que vamos “comover” Deus com a nossa situação. Pois bem, ele se comove, mas prepara tudo no Seu tempo.

Estou aprendendo ainda a esperar esse tempo. O tempo me ensinou muitas coisas. As pessoas das quais não gostava hoje são grandes amigos meus. Pessoas que sempre pensei por perto hoje estão longe. Coisas que pareciam impossíveis de acontecer, aconteceram. No tempo certo. No tempo de Deus.

Tudo tem um propósito. Você não lê este texto por acaso, assim como eu não o escrevi por acaso. Muito pelo contrário, tenho todos os motivos do mundo para falar do tempo de Deus, pois Ele tem me reservado um tempo muito especial para que eu compreenda certas coisas as quais passei a minha vida inteira tentando evitar. Mas não tem jeito. Quando Deus quer, Ele faz e não há quem possa impedi-Lo.

Creio que estou nascendo para um novo tempo. Um novo tempo está sendo plantado dentro de mim. Tempo de cura, tempo de construção e também tempo de derrubar algumas fortalezas que ergui ao longo do tempo, ao redor de mim mesma; é tempo de me alegrar. É tempo de dançar. É tempo de ajuntar as pedras espalhadas pelo caminho e começar uma nova história. É tempo de perder velhas idéias e renovar a minha mente. É tempo de economizar tempo com o supérfluo e "desperdiçar" mais tempo com Deus. É tempo de rasgar o coração e de ficar calada quando os questionamentos e comentários assim o exigirem. É tempo de amar mais a Deus e à sua Palavra e de rejeitar tudo aquilo que Dele não procede. É tempo de guerra, de batalha, para enfim, viver tempos de paz!

Estou muito feliz. No tempo certo, Deus colocou as pessoas certas no meu caminho. Eu sou muito feliz. E não há nada que possa mudar isso em mim.

Obrigada, Senhor, por me fazer enxergar que o Teu tempo é infinitamente melhor que o meu!!!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Crônica de um feriado...

É engraçado como pequenos gestos para nós, coisas insignificantes, possam representar tanto para outras pessoas... Segunda-feira, 12 de outubro, menino pendurado no meu ouvido pedindo presente, não-sei-quantos-carrinhos-Hot Wheels, e eu quase no ponto de surtar... Respirei fundo, contei até 1387 e saí de casa pra espairecer com a turminha...

Entrei numa loja grande, bem grande... Daquelas que têm tudo e pedi ao menor de idade que fosse procurar o bendito presente, enquanto eu olhava uns filmes em DVD. Imediatamente uma senhora me perguntou se eu não tinha visto o “Cassino Royale”, pois ela tinha visto há poucos minutos e havia perdido no meio das centenas de filmes…
“Não, não vi. Mas procure por aí, deve estar por perto...” Mesmo tendo dado essa resposta, comecei a procurar o tal filme... De tanto procurar e não achar levei pro lado pessoal e insisti. Depois de alguns minutos, isso começou a virar questão de honra. Principalmente por ser um casal idoso e por ela ter me perguntado como se fosse a coisa mais importante do dia para ela.

Depois de uns 20 minutos, lembrei que Cassino Royale era um dos filmes da série 007. Aí ficou mais fácil... Pouco tempo depois eu encontrei. Sabe aquela coisa que parece que estava ali a vida inteira e você já tinha passado por ela sem perceber? Acho que foi isso o que aconteceu.
Já nem sabia mais onde estava a senhora, quando falei: “Achei!”

De repente, ela soltou um “achou??” bem mais alto que o meu. Muito mais alto mesmo. Todo mundo começou a olhar. Ela chamou o marido e como ele estava um pouco distante, ela gritou: “Meu bem, olha, ela achou! Ela achou o Cassino Royale!” E todo mundo olhando, pra saber quem era “ela”. Não precisou muito esforço, ela se agarrou no meu pescoço, me agradeceu um sem-número de vezes, me beijou, pediu que Deus recompensasse meu esforço porque eu fui tão querida com ela, etc, etc, etc...

Passado o mico, comecei a sorrir. Parecia algo tão importante para eles e para mim era mais um filme. Pra falar a verdade, dificilmente alguém me verá assistindo um filme de 007. Mas, para aquele casal, era a melhor notícia do dia. O marido veio pra perto de mim, falou o nome do ator principal e começou a tecer uma crítica sobre o filme, o que ele era e o que não era em relação aos filmes anteriores, etc. Depois fiquei sabendo que o marido é um autor de livros famoso aqui em Belém, colunista de jornal e tudo o mais. Mas realmente um casal muito simples.

Diverti-me com a situação. Como diria Saint-Exupéry: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Algo sem importância pra mim, mas fundamental para o feriado daqueles dois.

No final, ainda tive que ouvir um comentário adolescente da minha filha: “Mãe, ainda bem que eu não estava perto da senhora nessa hora, kkkkkkkk”.
Feriado. Eu mereço.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Belém...

Você já conhece Belém? Se não conhece, deveria conhecer. Você corre o sério risco de se apaixonar perdidamente e não querer mais sair daqui.

É uma cidade linda, onde o antigo se mistura com o moderno em poucos metros de distância. Você passa por lindos prédios recém construídos, ultra modernos e, de repente, aparece um bondinho da época da borracha...

Tenho acordado mais cedo pra sair de casa bem antes do meu horário e ir à pé para o trabalho. Tem sido tão bom... É uma cidade com muitas árvores, muita sombra e muito vento. Também faz muito calor, mas também cai muita chuva. Venho com o fone no ouvido, sempre tem uma música boa pra me acompanhar enquanto coloco os pensamentos do dia em ordem.

À noite, quando chego em casa, deixo janelas e portas abertas e o vento entra com toda força. Como não moro no térreo, posso fazer isso com mais tranquilidade. Infelizmente Belém ainda é uma cidade muito violenta, como é quase um "padrão" das capitais do nosso país.

Mesmo assim, costumo dizer que em Belém, como em todo lugar, sempre tem algo pra se fazer para não virar bandido. Sábado passado, saí para andar com meus filhos e vimos um homem apanhando mangas em uma das milhares de mangueiras espalhadas pelas ruas da cidade. Para quem não sabe, Belém também é conhecida como "Cidade das Mangueiras". Ele estava apanhando com um cesto, para não machucá-las e colocando em um carrinho, para com certeza vender. Taí uma possibilidade que ele enxergou para sustentar sua família. É uma cidade farta, sempre tem uma manga caindo no seu caminho (ou no pára-brisa do seu carro, no capô, na sua cabeça, rsrsrs).

Apesar da violência, Belém tem muita gente boa, o povo é receptivo, animado e sempre disposto a ajudar.
Quando ainda não morava aqui, vinha periodicamente por conta de cursos e treinamentos oferecidos pelas grandes empresas nas quais trabalhei. Meu sonho era saber andar de ônibus sem perguntar a ninguém e hoje eu me pego ensinando caminhos e atalhos para quem nasceu e foi criado aqui. Isso é bom, muito bom...

Mas sempre que precisei de ajuda, fui muito bem atendida. Uma vez precisei saber do ônibus que passava numa certa Unimed. Um casal tentou me ensinar o caminho, onde eu ia saltar, etc., mas quando viram um ponto de interrogação bem grande no meu rosto, disseram: "-Vamos ficar aqui até seu ônibus passar. Depois pegaremos o nosso."
E assim aconteceu. Achei legal a atitude deles, em plena selva de pedra.

Quando venho para o trabalho, encontro idosos sentados na porta de suas casas, tomando um solzinho. Mesmo com o fone no ouvido, se olhar para eles sou imediatamente surpreendida com um sorriso e um "bom dia". Impossível não reagir. Sorrio, desejo-lhes um bom dia também e sigo com a lição de que corremos sempre, com tanta pressa, a tantos lugares, mas chegará um dia em que estarei também sentada na porta da minha casa, tomando um sol e desejando bom dia aos mais jovens que passarão apressados, ouvindo suas músicas, correndo pra chegar a algum lugar...

Belém é isso. Têm coisas aqui que me surpreendem, pois são típicas de interior (se bem que na minha cidade isso já não aconteça mais), como por exemplo, sentar na porta de casa, à noite. Os pais sentam pra conversar com os vizinhos e as crianças correm para um lado e para outro, brincando de tudo o que se possa imaginar: bicicleta, amarelinha (pra mim o nome disso era "pular macaco"!), polícia e bandido, etc...

Além de tudo isso, ainda tem a culinária. É um tal de caranguejo, açaí (grosso, médio e fino), camarão, tacacá, vatapá, cupuaçu, bacuri, pato no tucupi... dá água na boca só de imaginar. Uma vez falei com a minha irmã, no msn, e coloquei na frente da câmera do notebook uma tigela de açaí e uma bandeja de camarão, só pra ela sentir o gostinho de longe... Ela me desejou algumas coisas não muito boas quando fiz aquilo, mas eu sei que era de brincadeira (rsrsrs).

E é isso. Hoje tive vontade de falar dessa cidade linda que é Belém. Agradeço a Deus por ter me mantido aqui quando tantas vezes eu pensei em sair. Ele continua sabendo o que é melhor pra mim. Ainda bem...

Belém é linda. Você precisa conhecer.

Bom dia.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Proteção


Se seu dia estiver bom, lembre-se disto. Se não estiver, conscientize-se disto:


"Olho para os montes e penso: quem virá me socorrer?
O Senhor virá me socorrer, o Senhor que criou o céu e a terra.

Ele não me deixará tropeçar ou cair. Ele vigia de perto cada um dos meus passos, sem cochilar. É verdade!
O Protetor de Israel não cochila nem dorme.

O Senhor é o teu protetor. Ele estará sempre ao teu lado para te defender. O calor do dia e o frio da noite não te farão mal algum. O Senhor protegerá a tua vida contra todos os males!

O Senhor tomará conta de todos os teus passos, indo e vindo; Ele te protegerá até o fim da vida."

(Salmo 121, Bíblia Viva)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Você já agradeceu hoje?

Hoje me deparei com uma cena interessante, para não dizer chocante. Uma grande empresa do sul está se instalando no novo shopping de Belém e, desde segunda-feira, está fazendo os processos seletivos para contratar as pessoas que ocuparão as 100 vagas existentes.

Pela manhã, quando cheguei para trabalhar, até pensei que fosse acidente, olhando de longe. Mas, ao me aproximar, vi que não era. A fila de candidatos começava em uma esquina, passava em frente ao meu local de trabalho (quase não consigo chegar no portão de entrada), virava a esquina e ia até o outro quarteirão. Centenas de pessoas passaram a manhã ali, debaixo do sol de Belém, se protegendo como podiam, enquanto esperavam pacientemente a sua vez de serem entrevistadas.

Confesso que senti um misto de pena, tristeza (por saber que o desemprego aqui está gritante) e não pude deixar de me condoer por aquelas pessoas. Mas, logo depois, comecei a sorrir e a agradecer muito a Deus, por eu não estar naquela fila. E a cada colega de trabalho que encontrava e que me fazia comentários sobre o assunto, eu respondia: "Agradeça a Deus por não estar entre eles".

Temos que ter um coração agradecido. Sempre. Pela manhã, agradeço a noite bem dormida e tranquila. Agradeço a água no chuveiro na hora do banho. Agradeço o café. Quando saio de casa, agradeço a Deus por ter guardado minha casa e minha família em mais uma noite que passou. Agradeço a Deus quando o ônibus passa logo...

Enfim, pode parecer exagero, mas procuro sempre ter uma palavra de agradecimento no meu coração. A Bíblia conta a história do encontro de Jesus com 10 leprosos que pediam: "Jesus, Senhor, tenha misericórdia de nós!". Então, o Senhor deu uma simples palavra de comando e a lepra desapareceu. Os 10 ex-leprosos saíram correndo para contar ao sacerdote o que tinha acontecido, mas...

"Um deles voltou a Jesus, gritando: 'Glória a Deus, eu estou curado!' E lançou-se no chão diante de Jesus, com o rosto em terra, agradecendo-lhe o que Ele havia feito..." (Lucas 17:15,16 - Bíblia Viva)

Apenas um voltou. Ele tinha o coração agradecido. Quantas vezes nós achamos que tudo aquilo que temos é de direito nosso e nos esquecemos de agradecer?


Você já agradeceu hoje? Reserve pelo menos 5 minutos do seu tempo, esqueça os pedidos e lembre-se somente de agradecer. Você vai ver que, se cronometrar no relógio, em 5 minutos dará pra você agradecer por muita coisa.

Independente do tempo e dos motivos, tenha um coração agradecido.

Noite de Paz a todos!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vale ouro...

Provérbios 14:3 "Na boca do tolo está a punição da soberba, mas os sábios se conservam pelos próprios lábios."


Muitas vezes a sabedoria do silêncio é considerada como tolice, e se torna difícil não se conter frente a tantas provocações pelas quais passamos no dia-a-dia.

Mas o sábio Salomão diz que
“os sábios se conservam pelos próprios lábios”.

Às vezes é melhor calar do que falar. Ainda que a vontade de responder as provocações seja forte, tudo pode ser controlado. Existem pessoas que não contentes com sua vida, por não terem resolvido os problemas de sua alma, contaminam o ambiente ao seu redor e isso geralmente nos atinge. Mas não é prudente emitir resposta para esse tipo de comportamento, pois além de guardarmos o nosso coração, estamos agindo como pessoas sábias, mesmo que passemos por tolos ou bobos.

Que sua noite seja abençoada.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Alegria em meio a tristeza...



Enquanto faço alguns procedimentos no meu local de trabalho, aproveito para postar essa reflexão, afinal, o sistema vai demorar um pouco para recalcular os valores que eu preciso.

Pois bem: peguei minha Bíblia e comecei a procurar alguma palavra que transmitisse paz. Encontrei em Provérbios 20:24, que diz:
"O Senhor mesmo dirige cada um dos nossos passos; por que então tentar discutir com Ele por causa das coisas que nos acontecem?"
Continuei folheando e parei em outro texto que respalda o primeiro (ou seria o contrário?). Lá em Habacuque 3:17,18, diz exatamente qual posicionamento devemos tomar em meio às dificuldades e tristezas:
" Embora as figueiras tenham sido totalmente destruídas e não haja flores nem frutos; embora as colheitas de azeitonas sejam um fracasso e os campos estejam imprestáveis; embora os rebanhos morram pelos pastos e os currais estejam vazios, eu me alegrarei no Senhor! Ficarei muito feliz no Deus da minha salvação!"
Não quero dizer que não tenho problemas. Tenho muitos. Todos temos. Mas o que importa não são os problemas, mas a postura que assumimos diante deles.
Boa noite. Paz!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Seguindo em frente...



"... mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, avanço para as que estão diante de mim..."
(Filipenses 3:13)
Precisa dizer mais? Siga em frente, deixe o que ficou pra trás, avance para o que está adiante. Sempre!
Paz.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Felicidade


Tudo vale a pena, se a alma não é pequena?
Sim, tudo vale a pena se a alma não é pequena, se ela é curada e bem resolvida com tudo e com todos.
O resto é papo furado.
Bom dia, boa noite e boa semana a todos os passantes.
Feliz.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Olha a Rádio aí, gente!!!!!!!!!


Queridos, bom dia a todos.

Estou muito feliz, porque finalmente consegui colocar a Rádio do Blog no ar (Marta, nada que o tradutor do Google não resolva, kkkk).

Aí estão minhas músicas preferidas e com o tempo essa seleção será ampliada, com a inclusão de outras músicas.

Espero que todos gostem. Experimente ouvir baixinho no seu local de trabalho, tenho certeza que seu dia será bem melhor.

Abraços a todos. Aceito sugestões.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

DIAS MELHORES VIRÃO...



O título deste livro, de Max Lucado, é bastante sugestivo. Terminei sua leitura dias antes de mais um grande acidente aéreo: do vôo AF447, que ia do Brasil para Paris.
Assistindo aos noticiários na televisão, imagino a dor das famílias, dor essa que, só quem está passando pode descrever, se é que tem como descrever algo assim. São filhos que ficaram sem pais, esposos que ficaram sem esposas, pais que agora não têm mais seus filhos...
Um casal recém-casado seguia para a lua-de-mel... o que terá passado na mente dessas quase 250 pessoas que estavam ali, enfrentando um caminho sem volta?

Talvez você esteja pensando a mesma coisa, enquanto assiste aos plantões telejornalísticos: onde está Deus nessa hora? Por que Ele permitiu algo assim? Tem como surgir algo bom em meio a tanta tristeza?
O livro Dias Melhores Virão trata exatamente disso: como curar a dor e reconquistar esperança quando nada parece dar certo. Em oito capítulos de profunda reflexão, reforça aquilo que alguns de nós já sabemos, mas que por muitas vezes nos esquecemos: Deus não muda por causa das nossas tempestades. Ele não recua diante de nossos problemas. Ele não se espanta com esses problemas. O livro fala de José (do Egito), de Moisés e do profeta Daniel. Todos três estiveram em meio a tempestades. O primeiro, vendido pelos irmãos, dado como morto pelo pai, difamado pela mulher do seu chefe, preso injustamente. O segundo, fugindo da morte desde o nascimento e, posteriormente, vagando anos pelo deserto, conduzindo um povo desobediente e murmurador. E Daniel, levado cativo para a Babilônia, teve sua Jerusalém destruída, foi jogado numa fornalha ardente e esteve perto de ser devorado, numa cova cheia de leões...
1. Onde está Deus? Todos nós passamos por desertos. Muitas vezes, somos dados como mortos por gente da nossa própria família, somos injustiçados; quantas e quantas vezes nossa “jerusalém” é destruída? Nossos sonhos, nossos planos, nossas idéias são roubadas...

O primeiro capítulo trata disso. Como Deus pôde permitir que tais coisas acontecessem? “No que ele estava pensando? Ele está realmente no controle? Podemos confiar a condução do universo a alguém que permite isso?” (p.15).

Que atire a primeira pedra, quem nunca pensou assim, por pelo menos alguns segundos. Quantas vezes eu me esqueço que os pensamentos de Deus não são os meus pensamentos, os caminhos de Deus não são os meus caminhos? Porque me acho tão importante a ponto de pensar que Deus está pensando e querendo o mesmo que eu? Enquanto eu penso: preserve o corpo, Ele está pensando: preserve a alma. Eu sonho com um aumento de salário. Ele sonha em ressuscitar os mortos. Enquanto me ocupo com meus problemas, Ele me chama para ganhar almas... como os sonhos de Deus são superiores aos meus! O que me controla, não controla Deus. O que me cansa, não cansa Deus. A águia não se incomoda com o tráfego, pois ela voa acima dele. O leão não teme o rato, pois pisa nele.

Assim, temos que nos lembrar que o Senhor “continua presente no seu santo templo. Ele é o grande Rei, e o seu trono fica no céu. Ele observa a vida dos homens com muita atenção; seus olhos vêem o interior de cada pessoa” (Salmo 11:4). Ele é soberano, Ele sabe de todas as coisas, Ele vê tudo o que acontece, por mais que em alguns momentos pareça que Ele se esqueceu de mim, de você. Mas Ele não se esquece.

2. O grande amor de Deus. Não conseguimos compreender e nem medir o tamanho desse amor. Por isso não conseguimos entender o tamanho do sacrifício da cruz. Qual seria sua reação ao descobrir que Deus preferiria morrer a viver sem você?

Como assim? Sou tão importante assim? É. Somos. Eu e você. O amor de Deus é imensurável com todas as pessoas que sofrem nesse momento. É um amor sem limites, ainda que nos momentos de deserto e de dor, nos perguntemos que amor é esse, que não nos livra do diagnóstico de câncer, que nos tira aquele que parecia ser o grande amor da nossa vida, que leva um ente querido em um acidente tão trágico como o que falamos no início desse texto. O autor faz lembrar, neste capítulo, o texto clássico de Romanos 8.31: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” É comum nos lembrarmos e citarmos esse texto em situações alegres. Quando vem a aprovação no vestibular da Universidade Federal, é normal ouvir esse texto em alto e bom som. Quando vem a promoção, o aumento de salário, a compra do imóvel tão desejado...

... mas nesse capítulo, Max Lucado nos convida a pronunciá-lo, pelo menos por três vezes, em voz alta, também nos momentos de dor. De desespero. De tristeza.
Deus é por mim.
Deus é por mim.
Deus é por mim.

(se por acaso, você estiver lendo esse texto no local de trabalho ou na lan house, lembre-se de olhar para quem, espantado, fita você e diga a essa pessoa: Deus é por você também!).

Nos momentos de dor, Deus está lá. Ele é por nós. Ele mesmo declara na Palavra: “Nunca (abandonaria vocês)! Será que a mãe poderia esquecer o filhinho que ainda mama, poderia deixar de amar seu próprio filho? Mesmo que isso acontecesse, Eu nunca me esqueceria de vocês, israelitas! O nome de Israel está gravado em minhas mãos, e meus olhos vêem, a toda hora, os muros caídos de Jerusalém!” (Isaías 49.15,16).

Ouça: o Senhor nos tem gravados nas palmas de Suas mãos. É só Ele olhar a palma de uma de Suas mãos e lá estará o meu nome, o seu nome, e o nome de toda a humanidade. Os filhos, geralmente se sentem protegidos pelos pais, ou por um irmão mais velho. A presença daquela pessoa ali, passa tranquilidade, paz. A maioria das esposas não gosta de ter seu esposo ausente, viajando. Se sentem seguras e cuidadas quando ele estão por perto...

Então, se Deus, que é soberano, que tem o meu e o seu nome gravado nas palmas de Suas mãos, é por nós, quem será contra nós? A dor? A morte? A tristeza? A depressão?

Ah, eu quero me lembrar sempre de que o meu Deus, que escreveu meu nome da palma de Sua mão, me salvou para viver tranquila e em paz. Mesmo em meio às tempestades, precisamos ter paz. A paz que excede todo entendimento. Não podemos nos esquecer disso.

E finaliza o segundo capítulo:
“ - Você se pergunta até quando meu amor durará? Encontre sua resposta em uma cruz cheia de lascas, em uma colina escarpada. Sou eu, seu Criador, seu Deus, que você vê lá em cima. Transpassado por cravos e jorrando sangue; todo cuspido e molhado pelo pecado. É o seu pecado que estou sentindo. É a sua morte que estou morrendo. É a sua ressurreição que estou vivendo. Isso é o quanto eu amo você.” (p. 34).

3. Com os olhos no Pai. Aqui, somos convidados a ampliar Deus, colocar uma lente de aumento para vê-lo, e assim, compreender melhor sua magnitude. Saber que Ele está no comando. Não apenas saber, mas viver sob esse comando. Quando as coisas não vão bem pra nós em alguma loja onde fazemos compras, costumamos chamar o gerente. Ele é, naquele momento, a voz e a imagem que temos de “comando”. Assim é com Deus. Com a diferença que Ele está no comando 24 horas, ininterruptamente, on line o tempo todo. O expediente de Deus não termina às 18 horas e Ele também atende aos finais de semana. Só não atende quando não chamamos, afinal, o gerente da loja também jamais saberá que o cliente precisa dele se não for chamado, se não for avisado.

Os pensamentos de Deus são tão superiores aos nossos que, enquanto estamos com medo, desesperados, Ele tranquilamente tira um cochilo (Marcos 4.38). O que nos apavora, nem sequer “tira o sono de Deus”. Simplesmente porque Ele é por nós.

4. O bem triunfa. “Como Deus pode permitir que o mal traga destruição e perda à nossa vida? Por que ele não nos protege dos que cometem atos pecaminosos e maus?” (p. 45).
Esse capítulo, assim como os outros, vem recheado de grandes revelações. Você sabia que Satanás continua sendo servo de Deus e que ele só age até aonde Deus permite? Lembra de Jó? Satanás queria provar a fé de Jó, mas só foi até onde Deus permitiu que ele fosse.
“E o Senhor disse a Satanás: 'Está bem! Faça o que quiser com ele, mas não tire a sua vida!'” (Jó 2.6. Bíblia Viva, Editora Mundo Cristão).

É isso aí. Satanás só vai até aonde Deus delimita que ele vá. Obviamente isso o deixa muito frustrado, mas é assim que as coisas são. Ele era anjo de Deus, um dos mais belos, mas isso não o satisfazia. Ele queria estar acima de Deus. E quando achou que estava conseguindo seu intento, a promessa se cumpriu e o sangue de Cristo foi derramado por mim e por você. Jesus tomou as chaves da morte e do inferno e triunfou. E Satanás continua servindo a Ele, porque maior é o que está em nós (Deus) do que o que está no mundo (I João 4.4).

Lucado diz que Satanás é usado por Deus para:
● Aperfeiçoar os fiéis. Assim como o 'espinho na carne”, de Paulo (II Coríntios 12:7), somos levados a situações que nos permitem aperfeiçoar nossa humildade, ou até mesmo fazê-la brotar, caso não exista.
● Despertar os que dormem. Já observou que “há momentos em que o coração fica tão duro e os ouvidos tão insensíveis que Deus nos leva a sofrer as consequências de nossas escolhas”?(p. 52). Também é assim conosco, que somos pais e mães: amamos nossos filhos, mas em dado momento permitimos que eles vivenciem situações que os levem a pensar, a refletir. O Pai também permite que vivenciemos o inferno para despertar a nossa fé. (p.53).
● Ensinar a igreja. Quando você passa por certa situação, e vence, consegue fortalecer e ajudar outra pessoa que esteja passando por algo parecido. Não porque alguém lhe contou como foi, mas sim porque você viveu, lutou e venceu para transformar seu deserto em festa.

5. O gosto amargo da vingança. Há alguém que lhe deva algo?, pergunta o autor. Com certeza você responderá que sim. O motorista do ônibus que não parou quando você fez sinal. Seu colega de trabalho que não cansa de fazer fofoca com seu nome. Uma surra injusta que seu pai lhe deu há décadas atrás... Ih, são tantas coisas, nem vale a pena listar, tenho certeza que você vai recomeçar a sentir raiva de quem você já tinha até esquecido. Não vale a pena mesmo.

A vingança não é de Deus e somos perdoados por Ele na mesma medida que perdoamos nosso próximo (Mateus 6.14,15). Aí a coisa fica mais séria, muito mais... de repente, começamos a pensar que certas coisas que nos fizeram não têm perdão, mas se nos lembrarmos que seremos medidos com a mesma medida que medimos, até dá pra fazer um esforço.

“Você gostaria de ter paz? Então, pare de infernizar o seu próximo. Quer desfrutar da generosidade de Deus? Então deixe que os outros desfrutem da sua. Gostaria de ter convicção de que Deus o perdoa? Acho que você sabe o que precisa fazer.” (Lucado, p. 64).

6. No silêncio, Deus fala. Às vezes, falamos tanto, reclamamos tanto, que nem ouvimos Deus falar. Às vezes cantamos: “Fala comigo, fala Senhor...” mas nós é que não paramos de falar. Contamos nossa vida pra todo mundo que passa. Cada um tira uma conclusão e vai embora, sem dar solução ao problema. E Deus lá, tentando falar. Mas Ele não interrompe, como faria seu melhor amigo ou amiga de carne e osso. Ele fica calmamente esperando que nos calemos, para que, no silêncio, Ele possa se manifestar. Quando falamos demais, estamos desconsiderando a grandeza de Deus. Até parece que Ele não nos conhece desde sempre, que não conhece nossos problemas. Ele já os sabe antes que abramos a boca! Quando falamos demais, impedimos a voz de Deus de se manifestar. Portanto, às vezes é melhor calar e esperar que Ele fale, que Ele nos faça saber que é Deus (Salmo 46.10).

7. Na tempestade, oramos. Um exemplo clássico está em João 11.3, quando Lázaro adoece. “Aqueles a quem amas, está doente”, disse uma pessoa desconhecida, enviada pelas irmãs de Lázaro a Jesus. Ao que Ele respondeu: “essa doença não terminará em morte”. Ele deu atenção à pessoa que levava o recado, até mesmo o respondeu de imediato. Assim, fazer-se ouvido por Jesus é um grande privilégio, que está ao alcance de todos os que têm fôlego de vida e abrem sua boca pra falar com Ele. Só que, com a correria do dia-a-dia, acabamos nos esquecendo disso também. Deus nos ouve. Somos importantes para Ele, afinal, Ele tem gravado nosso nome na palma de Suas mãos. Ainda que não consigamos dizer nada e apenas choremos, como acontece sempre que atravessamos os desertos... mesmo assim, Ele nos ouve. “As ações no céu começam quando alguém ora na terra”, diz Max Lucado (p. 81). E a transformação acontece.

8. Pela perspectiva de Deus. Você já experimentou a morte na sua vida? Eu já. E dói. Dói muito. Apesar da dor, olho para trás e fico feliz por ele não estar mais aqui, pra ver tantas atrocidades com as quais quase nos acostumamos hoje em dia, devido a rapidez dos fatos. E como é bom quando temos essa certeza. Imagino o que os parentes das vítimas do vôo AF477 devam estar passando, o quanto devam estar sofrendo. Mas Lucado nos afirma que “é justo que choremos, mas não há necessidade de nos desesperarmos” (p. 89). Se temos a plena convicção do que nos espera, isso basta.

Talvez você não esteja atravessando o deserto da morte. Talvez você esteja atravessando o deserto do desemprego, do divórcio, de um filho ou outro parente sufocado nas drogas... talvez seja uma gravidez indesejada, o fim de um grande amor ou qualquer outra coisa que, para mim pode ser nada, mas que tem grande importância para você. Deus também se importa com você. Mesmo que você pense que está só, Ele está ao seu lado. Talvez esteja esperando você se calar, para que Ele possa se manifestar a você no silêncio.

Max Lucado encerra seu livro com uma oração intitulada “Faze-o novamente, Senhor”, apropriada para os momentos de aflição. Um modelo que você pode aperfeiçoar de acordo com as suas necessidades, pois os desertos, as prisões e as covas nunca são iguais. Um pequeno trecho será utilizado aqui, com o desejo profundo de que todos os que estão aflitos nesse momento possam ser consolados com estas palavras e possam, cada um, repeti-las ao Pai.

“... faze novamente o que fizeste no Calvário. O que vimos nesta tragédia, tu viste ali naquela sexta-feira. A inocência acabou. Deus estava sofrendo. Mães estavam chorando. O mal estava dançando. Assim como as sombras caíram sobre nossos filhos, a escuridão caiu sobre o teu Filho. Assim como nosso mundo se despedaçou, o filho da Eternidade foi traspassado. E, ao anoitecer, a canção mais doce foi o silêncio, enterrado atrás de uma pedra. Mas tu não hesitaste, ó Senhor. Tu não hesitaste. Depois de seu Filho permanecer por três dias em um buraco escuro, tu rolaste a pedra, bradaste na terra e transformaste a sexta-feira mais escura no domingo mais brilhante. Faze-o novamente, Senhor. Transforma este Calvário em Páscoa.”

Dias Melhores Virão. Max Lucado. 1995. Editora Thomas Nelson Brasil. Rio de Janeiro.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Pausa...

Estou recebendo visitas direto, agradeço a todos por isso.
Estou dando uma pausa, tô meio sem tempo pra escrever esses dias.

Mas prometo que em breve volto, com algo bem legal.

Abraço a todos.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Uma palavra sobre ARREPENDIMENTO...







Segundo o dicionário Aurélio, arrependimento significa “ato ou efeito de arrepender-se”. Já arrepender-se, significa “1. Sentir mágoa ou pesar por falta ou erro cometido. 2. Mudar de procedimento, de parecer.”




Baseada nessas definições, pergunto: você já se arrependeu de algo na sua vida?

Alguns, corajosos ou desavisados, responderão: “ - Arrependo-me do que não fiz, mas não me arrependo de nada do que fiz.” Sei bem como é isso, eu também já respondi isso algumas vezes, no auge da minha adolescência, quando tudo era curtição.

Ontem estava assistindo a tevê e o programa falava sobre mulheres/homens que amam demais. Mas é um amor desmedido, se é que se pode chamar isso de amor: amor que mata, que destrói famílias... no final de cada caso, surgia a pergunta sobre arrependimento. As pessoas choravam, se diziam arrependidas... teve até o caso absurdo da mulher que queria matar o marido porque ele, propositadamente, transmitira o vírus HIV para ela. E no final, na cadeia, ela dizia que estava arrependida, por saber a dor que causara a ele, à família e filhos dela, à família dele...

Ontem também falávamos na igreja sobre arrependimento. Interessante que até Deus se arrependeu um dia: “Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe o coração.” (Gênesis 6:6). Por que então, nós, simples mortais, abrimos a boca para dizer que não nos arrependemos de nada?

Existe até um termo que se usa em algumas frases, tipo: “E não me venha com essa cara de 'maria-arrependida'...” Parece que é um crime a pessoa se declarar arrependida. A sociedade interpreta como um sinal de fraqueza, como se todos fôssemos perfeitos em nossos atos 24 horas por dia.

Eu já me arrependi muito. No início, eram arrependimentos hipócritas, pois pouco tempo depois eu estava entrando na mesma barca furada novamente. Mas depois que aprendi o significado do verdadeiro arrependimento (mudança de direção), comecei a buscar um arrependimento genuíno, verdadeiro. E aí você tem que se policiar muito para não ser hipócrita o tempo todo. A gente se arrepende de ter dito certas coisas, mas dias depois está dizendo a mesma coisa para outra pessoa; a gente se arrepende de ter saído sem guarda-chuva hoje e ter se molhado toda, mas amanhã sai sem guarda-chuva de novo, sabendo que Belém, por exemplo, é uma cidade de clima suspeito: está fazendo o maior sol e de repente cai água, muita água. Quanto a esse fato, meus colegas sorriem de mim, porque sempre saio de guarda-chuva, em pleno verão. Mas a única certeza que eu tenho nessa capital paraense, é que em alguma hora do dia a chuva cairá. E se não cair, ainda me protejo do sol escaldante.

A gente se arrepende de tanta coisa... alguns se arrependem de ter mandado a pessoa amada embora e ela realmente ter ido e não ter voltado mais (talvez ela estivesse esperando apenas isso); outros, se arrependem de não terem estudado um pouco mais para o vestibular e por isso perderam mais um ano de cursinho... um dia desses conversava com uma pessoa que lamentava não ter tido filhos antes e agora está com dificuldades em ser mãe. Na época, corria atrás de graduação, pós e mestrado, e nem percebeu que o tempo corria rápido demais. No final ela me disse: “Eu teria a vida toda pra ir atrás do mestrado, mas o relógio biológico não perdoa”. Talvez, se ela tivesse chance de voltar no tempo, mudaria de direção.

A verdade é que a nossa vida é feita de escolhas e cada vez mais eu me conscientizo da seriedade dessa frase. Quando penso que já entendi todos os significados dela, descubro outras coisas subentendidas. O arrependimento também é uma escolha. Você pode se encher de coragem para assumir que se arrepende de algumas coisas na sua vida, ou pode seguir dizendo que só se arrepende daquilo que não fez. É uma questão de escolha. Depois você arca com as consequências da sua decisão. Simples assim.

De vez em quando eu descubro que tenho mais alguma coisa de que me arrepender. Coisas das quais eu nem conseguia me perdoar de ter feito. Daí, faço com uma amiga me sugeriu: volto atrás, lá onde tudo aconteceu, e reencontro aquela figura de mim mesma, sentada na beira de uma estrada, chorando de arrependimento, dou a mão a ela e a abraço. Digo palavras de conforto para que eu mesma possa me perdoar e finalmente, tomo a atitude de não fazer aquilo de novo. Isso é o principal no arrependimento. Não é apenas ficar com cara de “maria-arrependida”, chorar de arrependimento, sofrer de arrependimento, sentir dores de arrependimento... é tomar atitude de arrependimento, mudando a direção da sua vida e não fazendo aquilo de novo.

Na parábola do filho pródigo, vemos uma definição exata do arrependimento genuíno. Para quem não conhece, o cara era filho de pai rico e tinha um outro irmão. Um belo dia, cansado de viver sob a autoridade do pai, gastando aquilo que o pai lhe permitia, ele chegou e disse: Pai, me dá a minha parte na herança que eu quero gastar como quiser. Detalhe: herança de pai vivo (pense num filho bom!!!). O pai lhe dá a parte da herança que lhe cabia e ele sai pelo mundo afora, gastando em festa, bebidas, mulherada e o que mais lhe desse na telha. Como dinheiro não dá em árvore, o dele acabou um dia. De patrão ele virou empregado. O único processo seletivo para o qual foi chamado foi “cuidador de porcos”. Imagina só: uma pessoa que usava os melhores perfumes, as melhores roupas, e de uma hora pra outra passa a conviver com os porcos, sujinhos, fedorentinhos... o cara passou até fome e lá em Lucas 15:16 diz assim: “E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada”.

Já pensou alguém competir com porcos pra poder comer e mesmo assim sair perdendo? É aí que chega a história do verdadeiro arrependimento. Ele conclui que até os empregados do seu pai têm o que comer, enquanto ele morre de fome, daí resolve TOMAR UMA ATITUDE. Ele decidiu se levantar, ir até o pai e pedir perdão. E decidiu até se humilhar, pois resolveu dizer ao pai que não era digno de ser chamado de filho, mas que o pai tinha a liberdade de tratá-lo com um dos seus empregados.

O que ele combinou, ele cumpriu. Mudança de direção, de parecer. Do jeitinho que o Aurélio descreve. A história completa você lê em Lucas 15:11-31. O que eu queria mostrar aqui é que muita gente, mesmo estando na lama, com os porcos, ainda diz que só se arrepende do que não fez. Se liga, meu irmão! Arrependimento não mata ninguém. Se for verdadeiro, então, com mudança de atitude, de direção, só fará bem. A você e a quem mais esteja envolvido.

Arrependimento é ato de coragem. Mudança de direção, é ato de inteligência.
Pense nisso.
Excelente semana...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Um relacionamento de amor...


Todo mundo já amou nessa vida. Todo mundo já foi amado também. E todos já foram desprezados, nem que tenha sido apenas uma vez. Ou por um amigo, ou por um namorado ou namorada, ou por um colega de escola... talvez nem tenha sido desprezado de propósito, mas se sentiu desprezado, preterido...
A vida aparece com esses altos e baixos, vez em quando. Atire a primeira pedra quem nunca passou por uma situação semelhante.

Às vezes estamos muito apaixonados e levamos um fora. Às vezes, é uma ligação que nunca vem, a pessoa está com a gente hoje, numa festa, e amanhã passa por nós como se nunca tivesse nos visto. Em tempos em que têrmos como “pegar”, “ficar” estão cada vez mais comuns, o desprezo também acontece com maior freqüência.

Você já viveu relacionamentos em que passou um tempão correndo atrás da pessoa amada, mas sem obter retorno? Ou talvez você tenha até rastejado, se humilhado, chorado, implorado... Eu já fiz isso. Já fui no limite do que poderia e deveria ser feito por alguém. Já fiquei quatro seguidos anos pensando na mesma pessoa, achando que ela poderia voltar a qualquer momento... Isso é até “normal”, às vezes precisamos viver algo assim para nos valorizarmos mais.

Tudo isso me faz refletir sobre o nosso relacionamento com Deus.
Quem é Deus? Qual a imagem ou pensamento que passa pela sua cabeça quando se fala de Deus, de Jesus? A gente vê escrito em toda parte: “Jesus te ama”, “Deus é amor”... Mas que amor é esse?

Eu gosto muito de uma música do David Quinlan, cuja letra diz:
“Meu coração queima por Ti, como o Teu queima por mim
Meu coração é todo Teu
O Teu amor me conquistou
Sei que forte como a morte, Deus, é o Teu amor
Preferiste morrer naquela cruz
A viver sem mim
Nada pode me impedir de viver por Ti”

Ouvindo e cantando essa canção, percebo quanto tempo perdi correndo atrás das coisas erradas, dos motivos errados. Ele sempre esteve lá. Quantas vezes desejamos que alguém estivesse ali, à nossa espera, de braços abertos... quantas vezes desejamos ouvir aquele “eu te amo” rasgado, “prefiro morrer a viver sem você”... quantas vezes alguém já pode ter se queixado de nunca ter ouvido isso na vida?

Mas a todos nós, homens e mulheres, Ele diz a mesma coisa: “eu te amo tanto, que preferi morrer, do que viver sem você.” Quer declaração de amor mais bonita do que essa? Talvez a gente não escute, mas Ele diz isso desde os primórdios.

E como é o nosso relacionamento com essa pessoa que nos ama tanto? É um namoro? É uma paixão passageira? É um casamento, uma aliança? Talvez seja um casamento parecido com aquele do nosso vizinho da direita, que a gente critica tanto: cheio de idas e vindas, quando a gente pensa que está tudo bem, eles já se separaram de novo! Ou será que estamos apenas “ficando” com o amor da nossa vida? Já experimentei todas essas formas de amor, com ELE. Eu, que sou totalmente contra “ficar”, já fiquei com Jesus. No dia seguinte, fiz de conta que nem o conhecia, não atendi suas ligações e nem retornei os seus chamados.

Isso acontece. Não é normal, pra quem quer tanto amar e ser amado, mas acontece.

O convite de hoje, e talvez da semana toda, é para uma reflexão: como você se relaciona com aquele que preferiu morrer a ter de viver sem você?

Excelente semana a todos.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Férias


Mês de julho = Férias. A gente já sente no ar um cheiro diferente. Cheiro de agito. Cheiro de "naõ-quero-fazer-nada". Cheiro de alegria.


É, realmente o clima muda. Não sei se pra todos, mas pelo menos pra mim muda, sim. Minha família está indo pra nossa cidade natal, Marabá. É um encontro de irmãos, primos, netos... Isso é muito bom. Ainda não sei se vou, pois estou trabalhando, mas a vontade é grande.


Minha grande amiga do Goiás está chegando em Marabá amanhã. Quase fiquei com urticária ao saber que ela chega amanhã e eu não estarei lá. São dois anos de saudade e de conversa pra colocar em dia. Não tem Orkut e nem MSN que dê conta de tanto papo.


Meus filhos já estão em polvorosa, pela possibilidade de passar uns dias lá. O menor disse: "São seis meses sem ver minha vozinha...".


Vamos ver. Lendo o jornal de Marabá, via internet, vi que a cidade realmente já está tomando novo formato. É o layout das férias, o clima muda mesmo. O calor aumenta, a praia aparece, as pessoas chegam dos mais diversos cantos do país...


Espero dar um pulinho lá, pra rever a galera.


Boas férias a todos.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Empregabilidade


Hoje quero iniciar falando sobre EMPREGABILIDADE. Meu blog se propõe a assuntos que me interessam, sejam cristãos ou seculares, por isso essa idéia me despertou no final de semana.

Sempre acreditei que há emprego para todo mundo. Pode ser que não seja exatamente aquilo que você gosta ou sabe fazer, mas sempre há algo para se fazer. Comecei a trabalhar aos 15 anos de idade, por causa de um sujeito que acreditou muito em mim. Bem, só pode ter acreditado, afinal era em um Banco privado e se ele não acreditasse, seria muita loucura contratar uma menina de 15 anos pra trabalhar com ele. Muito do que sou hoje devo ao que ele me ensinou naquele primeiro emprego. Lembro que ele me pedia algum tipo de formulário que estava no almoxarifado e, depois de minutos de busca eu voltava com as mãos “abanando”, e dizendo: “Não achei”.
Então, ele apenas me olhava e perguntava: “E se eu for lá, e achar?” Aquilo era o suficiente para eu voltar e refazer a busca. E só reaparecia na frente dele com o bendito documento na mão.
Essa insistência dele me ensinou muita coisa pra vida toda. Até hoje, só vou aos meus chefes quando já tentei de tudo e não consegui solução. Tento sozinha, depois tento com o pessoal da Contabilidade (principalmente quando se trata de Legislação), depois vou ao pessoal da Informática... se ninguém conseguir me ajudar, aí sim, sem resposta alguma, vou ao chefe. Acho muito chato um funcionário que não faz todas as perguntas quando tem oportunidade, depois fica indo e voltando não-sei-quantas-vezes, pra perguntar alguma coisa de que tenha lembrado.

Depois do Banco particular, fui ser recepcionista de hotel, pois foi a única coisa que me apareceu. Inclusive, o hotel era de um cliente do Banco, que sempre era atendido por mim. Eu decorei logo o número da conta dele e quando chegava na Agência, eu já estava com os extratos em mãos, apenas pra entregar a ele. Fazia isso de livre e espontânea vontade e nem sequer sonhava que estava acrescentando qualidade ao meu trabalho. Por isso, quando saí do Banco, ele imediatamente ofereceu-me um emprego. Depois de dois meses lá, surgiu um convite pra trabalhar em outra empresa. Lá fui eu, para um ramo completamente diferente da recepção do hotel. Batalhei e aprendi. Como era uma corretora de seguros, comecei a ler as revistas especializadas sobre carros e alguns clientes, antes de comprar seus veículos, passavam na corretora pra sondar preço de seguro, mas sempre ouviam de mim alguns palpites sobre os carros que desejavam comprar. Muitas vezes influenciei na mudança de marca ou de modelo de carro, por estar bem informada sobre os defeitos de fábrica, economia de combustível e outras particularidades dos fabricantes.

Foi outra coisa interessante que aprendi ao longo do tempo: você pode sim, trabalhar em algo que não seja específico da sua área de atuação ou de formação. Basta que, para isso, você leia muito (muito mesmo!) e procure estar em contato com outras pessoas que entendam do ramo e possam lhe dar uma ajuda, com dicas e orientações. Em tempos de internet, não há mais segredo pra nada, pois basta um clique e as informações estão todas à nossa disposição.

Depois, fui trabalhar numa escola e tive que me ambientar com as agruras da educação. Consegui passar alguns meses em uma sala de aula que nenhum professor gostava de ficar e que, em um semestre, já tivera três professores. Todos diziam que os alunos pareciam marginais, mas na verdade, eram apenas alunos de terceira série, crianças, ainda. Um dia, a diretora passou na porta, que estava fechada, por causa do ar condicionado e quando abriu, falou pra mim: “Pensei que não tinha ninguém aqui, por causa do silêncio”. Os alunos estavam todos quietos, copiando um exercício do quadro enquanto eu, calmamente, lia um jornal. Precisei me dedicar muito naquela época, pois tinha pena deles, que já estavam tão rotulados. Fiz assinatura de uma revista especializada em educação e procurei me colocar no lugar deles, pra saber como se sentiam. Dessa vez, não adiantou muito pedir opinião de gente entendedora do assunto, pois todos diziam a mesma coisa: era marginais, preguiçosos, burros, mal-educados e não tinha jeito pra eles, a não ser que se dividisse a turma em duas, separando os bagunceiros uns dos outros. Detalhe: essa gente entendedora do assunto a quem me refiro, eram professores, diretores de escola, etc. De vez em quando encontro esses meus ex-alunos,alguns já fazendo faculdade e isso me deixa muito feliz, por saber que influenciei de alguma forma para que eles sejam o que são hoje.

Depois, fui alfabetizar adultos. Foi também a única coisa que me apareceu, estava voltando de uma licença-maternidade e estava desempregada, precisava voltar logo ao mercado de trabalho. Gostei da experiência, foi muito gratificante. Até hoje encontro ex-alunos que me chamam de “professora” e relembram as brincadeiras que fazíamos em sala de aula. A turma funcionava em uma siderúrgica, eles saíam dos fornos com a cabeça quente (literalmente). Eu dava um tempo para que tomassem banho, trocassem de roupa e, antes de iniciar a aula, fazíamos um lanche reforçado e ao final de um ano, eles tinham aprendido a ler e a escrever, praticamente brincando, porque como o cansaço era muito, eu tinha que fazer muitas dinâmicas em sala para que não dormissem. Ouvíamos música, mas era a música que eles gostavam de ouvir, e eu tinha que aturar cada ritmo!!

Depois, fui trabalhar com saúde. Tive que ter muita humildade para aprender, pois nem todas as pessoas queriam me ajudar, por isso, grudei em quem estava disposto a me ensinar. Passei alguns meses lá e sempre fazia questão de dizer que estava apenas passando uma chuva. O salário não era bom e não tinha muito pra onde crescer. E uma das coisas que menos gosto é de ficar estagnada.

Até que surgiu a oportunidade de trabalhar com RH. Pra falar a verdade, eu me interessei apenas porque achava a sigla bonita, e não tinha idéia certa do que significava, exatamente, trabalhar com RH, Departamento Pessoal, essas coisas. Concorri à vaga e, durante a entrevista, procurei ser o mais sincera possível. Esse é um ponto fundamental: não adianta mentir, porque no dia-a-dia, suas mentiras são todas descobertas. Tudo o que o chefe me perguntava se eu sabia fazer, eu respondia que não, mas ressaltava sempre que era muito disposta a aprender e aprendia rápido. Depois da entrevista, corri para a Internet e procurei me informar sobre tudo de RH. Entrei num grupo de discussão do qual sou membro até hoje e recebi muita ajuda de pessoas desconhecidas do Brasil inteiro que me indicavam livros sobre o assunto e me detalhavam de que era formado o RH, como funcionava um Departamento Pessoal, etc. Sou muito agradecida a essas pessoas, pois no meu primeiro dia de trabalho, já não sentia que estavam falando inglês comigo. Sim, eu fui aprovada no processo seletivo e finalmente descobri que RH não era apenas uma sigla bonita. Era muito mais...

E cá estou, aprendendo um pouco mais todos os dias. Aproveito todos os cursos que me ofertam, busco muito em livros, na internet, ouço a opinião de gente que eu acho que sabe mais do que eu. Procuro sempre ter meu network atualizadíssimo, não gosto de perder o contato com ex-colegas de trabalho, ex-chefes que me ajudaram e com quem mais eu acho que possa ser importante na minha vida profissional. E-mail existe é pra isso, não é pra ficar mandando correntes e piadinhas sem-graça. É pra gente manter contato, saber como as pessoas estão, em tempo quase real. Aproveito-me ao máximo do Orkut, do Via6, que acho maravilhoso, Twitter (esse eu ainda estou aprendendo a manusear) e de tudo o mais que seja tecnologia. Sempre que participo de algum evento, saio com dois ou três contatos novos e sempre ressalto para essas pessoas que estou à disposição para ajudá-las, se for preciso. Isso também é importante.

Um vez, li um artigo do professor Luís Carlos de Queiroz Cabrera na revista Você S.A. (assino essa revista há anos, pois mesmo que esteja longe de ser uma grande executiva, gosto de saber como os grandes pensam), que falava sobre o “moisés” da nossa vida. Ele contava que tivera um Moisés na sua vida, uma pessoa na qual ele se espelhava, pois se tratava de alguém que estava sempre à sua frente, bem informado sobre tudo. E no final do artigo, questionava ao leitor quem seria o seu “moisés”. É sempre importante a gente ter um “moisés” na vida, aquela pessoa que, de tão bem informada, nos incentiva a querermos ser como ela. Eu tive muitos “moisés” na vida. Sempre procuro ter um no lugar onde estou trabalhando. Eles são fundamentais para o meu crescimento, são pessoas que me instigam, me questionam, me fazem refletir um pouco mais...

Procure o seu. Ele pode estar aí, na mesa ao lado, ou no departamento do andar de cima. Pode estar trabalhando em uma empresa diferente da sua, mas não perca o contato com ele.

Há emprego para todos. Mesmo em meio à crise, se você não conseguir nada, vá trabalhar informalmente, vender alguma coisa. E não me venha com essa história de “não sei vender nada”, porque todos os dias você começa vendendo a sua própria imagem. Todos somos vendedores, ainda que não exerçamos a profissão. Sei lá, vá vender bolinho na porta da sua casa, mas trate de ser o MELHOR vendedor de bolinho do seu bairro. Faça as coisas com qualidade, sorria sempre e atenda bem, pois isso já é um grande diferencial. Seja lá o que você for fazer, faça com boa vontade, esforce-se em aprender. Mais cedo ou mais tarde, o resultado positivo vem.
Bom início de semana a todos!

http://www.orkut.com/
http://www.via6.com/
http://www.twitter.com/
http://www.vocesa.com.br/
Obs: não consegui colar o link do artigo do Professor Cabrera, mas o mesmo pode ser lido na edição 095, de 2006, da revista Você S.A., no site acima.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Algumas palavras...


Hoje foi um dia estranho. Nem sei direito o que falar, pois não sei direito ainda com estou me sentindo. Talvez eu volte aqui em breve e refaça esse texto, retire algumas coisas ou acrescente outras.
A notícia da vez é a morte repentina (??) do cantor Michael Jackson. Teve muito comentário hoje no trabalho, eu mesma brinquei, sugerindo que devido ao alvoroço, fosse decretado feriado obrigatório (como já disse, estava me sentindo estranha desde o início da tarde e tudo o que mais queria hoje era estar na minha casa o dia todo).
Mas não é bem dele que quero falar. É da notícia triste que recebemos no início da noite, do também súbito falecimento do pai de um colega de trabalho nosso. Hoje foi o último dia do nosso colega no trabalho, ele tinha planos de estudos em outro país e muitos outros planos que uma pessoa solteira e sem filhos pode ter. Mas tudo foi interrompido.
Gosto muito desse colega, e hoje mesmo, quando me despedia dele, reforcei esse gostar, ao lhe dar um abraço e dizer-lhe, com todas as letras, que apesar das brincadeiras eu gostei muito de trabalhar com ele também. Um menino bom, "bem-criado", como eu costumava dizer. Uma boa pessoa, que agora sofre.
Ele está precisando de nós, seus colegas e amigos. Nós estaremos lá, pra lhe dar um abraço e ficar no silêncio, pois não se tem muito o que dizer numa hora dessas.
Minha solidariedade a ele e à sua família, pedindo a Deus que conforte os seus corações nesse momento tão triste e de difícil aceitação...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Você retrocede?

Oi, pessoal, que todos estejam em paz!

Esta é a primeira postagem do meu blog, o Blog da Su. Estou muito feliz, porque estou construindo algo. O blog da Su, ou “nãoretrocedo.blogspot.com” ainda está em construção e espero aprender bastante, pra poder fazer algo bem bonito, um caminho pelo qual todos gostem de passar, ainda que virtualmente, e que todos se sintam felizes ao passar por aqui e ler os meus posts.
Primeiramente, quero falar sobre o nome do endereço do Blog da Su, pois sei que essa história vai render muitas outras ao longo do tempo. “Não retrocedo”, significa não volto atrás. Para muitos essa frase poderá parecer um tanto quanto radical. Será?

Bem, ela tem uma explicação, pelo menos pra mim. Tem uma grande razão para existir. O apóstolo Paulo (isso, aquele mesmo, da Bíblia, que outrora era Saulo, perseguia os cristãos, até que se converteu), diz que nós não devemos ser daqueles que retrocedem. Não devemos ser daqueles que voltam atrás, que se arrependem e repetem velhas práticas. Não vou dizer que eu já esteja cem por cento assim, mas o endereço do blog servirá para me alertar sempre de algo que jamais devo esquecer: não sou daquelas que retrocedem.

Já retrocedi algumas vezes, várias vezes na vida. Já me arrependi de um emprego que abri mão, já quis (muito!) voltar atrás num relacionamento amoroso, já quis voltar no tempo em que a grana era menos escassa e eu gastava mais, e gastava sem pensar... já quis voltar atrás em tanta coisa... acho que isso acontece com todo mundo. Mas, volta e meia, lá está o apóstolo Paulo me fazendo lembrar que não sou daquelas que retrocedem. O povo de Israel padeceu 40 anos vagando pelo deserto porque quis retroceder. Era uma viagem de uns 11 dias, mas durou 40 anos. A cada dificuldade que surgia, eles queriam voltar atrás, sujeitando-se até a passar novamente por um grande sofrimento (a escravidão no Egito, sob as ordens de Faraó) do qual já estavam libertos, a ter que persistir, insistir, andar pra frente sem retroceder...

Como somos povo de Israel tantas vezes na vida... Já me olhei no espelho numa segunda-feira de manhã e me disse: como eu gostaria de ter aceito aquela proposta de emprego, de casamento, de viagem, de tanta coisa... como eu gostaria de ter dado essa resposta naquele momento...

Mas o momento já foi. Não volta mais. O noivo sumiu, a vaga no emprego foi ocupada, outra pessoa fez a viagem no seu lugar; seu filho tá magoado com aquilo que você não queria dizer, mas disse. E você não pode retroceder. Eu não sou das que retrocedem. Eu peço perdão, mas não posso retroceder. Porque, toda vez que retroceder, viro novamente o povo de Israel e volto a vagar no deserto, sem previsão de sair dele. E o deserto é tão ruim... o próprio nome já diz: você está só, ainda que rodeada de pessoas. Você está com sede sempre, e cai na ilusão de um oásis, para se decepcionar logo depois.

Como é difícil não querer retroceder, como é difícil não realizar essa vontade de voltar atrás. Quantas vezes tenho caminhado, às vezes com os olhos cheios de lágrimas e o coração aos prantos, ma sempre olhando pra frente, por me lembrar que não sou das que retrocedem? Muitas vezes. Sabe quando o pai ou a mãe da gente dá um sermão sobre “lavar a louça do almoço” e você vai pra pia, pisando duro, resmungando sobre o mundo inteiro, se achando a pior das criaturas, mas, como não tem outra alternativa, vai lavar a louça do almoço? É mais ou menos assim que acontece, quando decidimos não ser dos que retrocedem: a gente chora, funga, reclama baixinho, mas TEM que ir andando, sempre em frente...

Antes de começar a escrever esse post, eu estava deitada, ouvindo um CD da minha infância (naquela época era LP, mas isso faz bem pouco tempo, né?), de um grupo chamado Logos (www.vpc.com.br). O nome do CD é Caminhos, um dos meus preferidos, pois me reporta a momentos maravilhosos da minha infância e pré-adolescência. Quando ouço as músicas desse CD, eu consigo sentir até o cheiro da minha vida naquela época, vêm tudo muito forte à minha mente. Enquanto eu ouvia as músicas, o tema do post veio surgindo na minha cabeça e eu fui projetando as idéias enquanto cantava e concluía que DEUS NUNCA RETROCEDEU SOBRE MIM. Confesso que da minha infância pra cá, eu evoluí espiritualmente muito menos do que deveria para o espaço de tempo que liga aquela idade à idade atual que vivencio. Mas, mesmo assim, DEUS NUNCA RETROCEDEU SOBRE MIM. Por mais que eu tenha retrocedido sobre Ele várias, inúmeras vezes, ele não pagou com a mesma moeda.

Você já pensou se Ele tivesse retrocedido na sua missão? Se ao invés de dizer aquela conhecida frase “entretanto, seja feita a tua vontade”, ele tivesse dito: “Pai, sei que o sacrifício pelo qual tenho que passar é muito nobre, pois salvará o mundo, mas dá pra fazer isso depois? Dá pro Senhor ter outro filho e pedir que ele pague o preço em meu lugar?”. Eita, tava todo mundo encrencado até hoje! Aliás, é provável que nem estivéssemos aqui pra contar a história do Messias que retrocedeu.

Mas isso não aconteceu e hoje, podemos estufar o peito e dizer com voz firme, que temos um Deus que nos amou tanto que deu seu único filho por nós. E podemos estufar mais ainda o peito pra dizer que esse filho não fugiu à luta. Como no Hino Nacional Brasileiro, poderíamos cantar pra Deus: “Verás que um filho teu não foge à luta, nem teme, quem te adora, a própria morte...”
E nós? Somos dos que retrocedem? Somos dos que fogem à luta? Eu tenho tentado não ser. Tenho tentado não largar minha cruz no meio do caminho, mas às vezes a vontade é tanta... por isso o endereço do Blog da Su é nãoretrocedo.com: pra lembrar sempre que não devo ser daquelas que retrocedem. Por mais que a cruz esteja pesada, arrancando sangue, suor e lágrimas.

Uma música que ouço agora, do mesmo grupo Logos, diz: “quem em Cristo põe a vida, não pode mais olhar pra trás”. É isso: esperança de vida nova, olhando sempre pra frente, pois o que tinha lá atrás, realmente ficou pra trás: aquela vaga de emprego com um salário de encher os olhos, o amor da sua vida (ou que pelo menos você achava que era o amor da sua vida) e tantas outras coisas e situações pelas quais você e eu passamos e escolhemos deixá-las passar.

Só pra finalizar, aproveitando que eu estou falando de deixar amores para trás, sempre ouço as pessoas dizerem que, se você não amar a si mesmo é incapaz de amar ao outro. Pois bem: discordo, em parte, dessa história. Concluí que, se não amarmos a Deus, aí sim, seremos incapazes de amarmos ao outro. Porque o amor por nós mesmos ou até pelos nossos filhos não é tão incondicional assim, e nem tão desafiador, quanto o amor que devemos e precisamos sentir por Deus. Se você exercita todos os dias o amor por Deus que é alguém que você não vê, não toca fisicamente, e até parece não te responder quando certas vezes você questiona e chama por Ele, e se consegue ser aprovado como “bom amante” desse Deus, então você é capaz de amar qualquer outra pessoa, com suas qualidades e defeitos. De minha parte, estou procurando exercitar esse amor e ser aprovada no final das contas, para que esteja novamente aberta para amar novamente: amar aquele que será meu companheiro pelo resto da minha vida. Estejam à vontade para enviar seus comentários. Em algum lugar desse mundo virtual, alguém há de ter se identificado com essa história toda e entendido o que eu quis dizer aqui.