domingo, 3 de maio de 2026

Voltei!

 

Ah, voltei a escrever!!!Estava com saudade!

Eu sei que blogs nesse formato talvez não tenham tanto acesso pelo público, afinal, de 2013 para cá (a última vez que postei), muita coisa aconteceu: o Facebook se consolidou sobre o Orkut - que foi extinto -, o Instagram bombou, outras redes surgiram e estão surgindo até hoje.

Mas tenho amor por esse blog, por este espaço. Lembro de tudo o que estava vivendo ao escrever cada postagem que está aqui. Lembro da "febre" na construção do meu blog, lembro das amigas que me ajudaram a colocar uma rádio com músicas, para que as pessoas ouvissem meu gosto musical quando passeassem por aqui...

Lembro de tudo e tenho saudade. Não uma saudade de voltar, mas uma saudade de: "ah, que bom que vivi tudo isso"... Por isso estou voltando. Quero alimentar esse espaço com tantas coisas boas do cotidiano... Quem sabe divirta, distraia e torne mais leve o tempo de quem passar por aqui.

A dúvida é: será que vai pegar? Será que vai dar liga? Será que um blog assim ainda "vinga"? Isso é o que vamos ver.

Bem-vindos de volta, bem-vinda pra mim também!

sábado, 23 de março de 2013

Rã ou Pintassilgo???

Olá, pessoas...

Estou lendo atualmente um livro do Cipriano LUCKESI, chamado "Avaliação da Aprendizagem: componente do ato pedagógico". Na verdade eu comecei há algum tempo, mas paro e volto, paro e volto... E cada vez que releio o que já tinha grifado antes - só sei ler riscando o livro - aprendo mais um pouco.

Num certo trecho do livro, ele cita uma fábula que consta no livro de Rubem Alves (Estórias de bichos) e que muito me chamou a atenção. Olha aí:

"Conversador, o pintassilgo disse às rãs: "Como vocês conseguem viver aqui neste fundo de poço escuro, úmido, cheio de limo e frio? De onde venho, de fora do poço, há o sol a brilhar, o céu azul, o horizonte, flores, borboletas e pássaros a voar. É possível apreciar a beleza das campinas, tudo é grande e imenso..." As rãs, ao ouvir o relato do pintassilgo, tiveram muitas dúvidas sobre a veracidade do que ele dizia e disseram-lhe que seu relato era pura mentira. Elas nunca haviam ouvido falar de tão grandioso e belo mundo. O pintassilgo, porém, era incansável e repetiu toda a sua história, na tentativa de convencer as rãs da necessidade de saírem para além da boca do poço, a fim de conhecerem um mundo diferente e mais amplo. Então as rãs consultaram seus sábios e cientistas e estes afirmaram nunca terem tido a oportunidade de ouvir falar nesse mundo. Certamente era uma mentira do pintassilgo. Dessa forma, as rãs chegaram à conclusão de que o pintassilgo era mentiroso e deveria morrer antes que conturbasse o mundo e a ordem na sua comunidade; e... o pintassilgo foi morto."

Diariamente encontramos rãs no nosso caminho e, às vezes, também nos portamos como tais. O fato de nunca termos visto não significa que não existe. Se você encontrar rãs no seu caminho, e elas não conseguirem ou não quiserem enxergar "para além da boca do poço" junto com você, corra delas, ou elas te matarão. E como tem gente disposta a matar nossos sonhos todos os dias... Fica a dica!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Mudanças...

Olá, pra todo mundo!

Cá estou eu, após um longo tempo, tentando organizar as ideias e retomar as postagens do blog. Muitas coisas aconteceram de 2012 pra cá, quando postei a última vez.

A novidade principal, pelo menos na minha opinião, é que estou residindo em Goiânia/GO, ainda que com o coração apaixonado e saudoso por Belém.

Como vim parar aqui é uma longa história, mas tranquilizo a todos dizendo que foi melhor para mim e para os meus.

Goiânia é uma cidade bem legal - se bem que da primeira vez que a visitei, em 1992, achei lindíssima! Hoje meu conceito mudou um pouco, mas uns bons anos se passaram, meu ponto de vista mudou, eu mudei - graças a Deus - e a cidade também. Mas continua sendo uma cidade muito boa pra se viver. Tem lá seus percalços, mas nem vou comentar, pois o que é ruim pra mim pode não ser para os leitores, então deixa pra lá.

Espero retornar com novidades ainda melhores, mas por enquanto basta dizer que estou colhendo em solo goianiense tudo aquilo que plantei em Belém. Têm sido meses de grandes conquistas e de fechamento de ciclos que há muito estavam abertos, me perturbando, me tirando o sono e me dando sonhos de dar insônia (quanta complicação nessa frase, mas espero que todos tenham entendido). Fechar ciclos é sempre muito bom, significa que outra etapa começará. Significa que estamos avançando do estado letárgico em que nos encontrávamos.

Quanto a vida profissional, só tenho a dizer que tudo o que me tem acontecido aqui é pra lembrar que realmente Deus faz muito mais do que aquilo que pedimos ou pensamos... Tem sido assim comigo e daqui pra frente não posso mais duvidar de nada! Basta descansar e aguardar o tempo certo do cumprimento de todas as coisas.

Amizades?? Tenho conhecido e convivido com pessoas maravilhosas, o povo goiano é realmente muito especial. Tenho saudade das amizades de Belém, mas viva a tecnologia! Estamos sempre em contato. Sair de um lugar não significa que perdemos amigos, mas que vamos acrescentar novos na lista!

Estou muito feliz! Dificuldades?? Lógico que tem, ninguém vive sem elas. Mas estou otimista e lidando com tudo de uma maneira bem mais madura.

Então, até breve, com novidades...

OBS: a imagem acima é de um lugar bem bonito, chamado Bosque dos Buritis.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

E viva Pedro Paulo!

 

 

 

 

Louvai ao SENHOR. Louvai, servos do SENHOR, louvai o nome do SENHOR.


Seja bendito o nome do SENHOR, desde agora para sempre.
Desde o nascimento do sol até ao ocaso, seja louvado o nome do SENHOR.
Exaltado está o SENHOR acima de todas as nações, e a sua glória sobre os céus.
Quem é como o SENHOR nosso Deus, que habita nas alturas?
O qual se inclina, para ver o que está nos céus e na terra!
Levanta o pobre do pó, e do monturo levanta o necessitado,
Para o fazer assentar com os príncipes, mesmo com os príncipes do seu povo.
Faz com que a mulher estéril habite em casa, e seja alegre mãe de filhos. Louvai ao SENHOR.

Esse foi o Salmo que li hoje, logo pela manhã. Acordei cedo e saí meio "grogue", procurando uma das Bíblias pela casa. A única coisa que sabia é que ia ler a Bíblia e orar antes mesmo de ir ao banheiro. Abri o livro aleatoriamente, não queria muito procurar alguma coisa específica. Abri em Salmo 113 e me deparei com esse texto lindo! Após a leitura, orei agradecendo tanto coisa que tem me acontecido, o sonho maravilhoso que tive na madrugada e fui preparar o café, ligar a TV. Assim que cheguei à cozinha, ouvi o noticiário do Bom Dia Brasil, onde uma mãezinha com o rosto inchado de tanto chorar, agradecia a Deus e ao Brasil porque agora seu filho estava voltando...
Não tinha como não lembrar da minha leitura matinal. Realmente, Deus faz com que as mulheres sejam alegres mães de filhos e com que os solitários e estéreis habitem em família. Só mesmo Deus pra fazer isso. Viva Pedro Paulo, que o Deus que o libertou apague de sua pequena alma todos os dias de solidão e desespero que viveu.

sábado, 24 de março de 2012

Tempo de Reconhecer

"Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas"

(Provérbios 3:5-6)


Temos de crer que os caminhos de Deus são sempre certos, sem tentar descobrir coisas por conta própria ou fazer nossas regras. Temos de reconhecer Deus em cada área de nossa vida.

É preciso reconhecê-lo em primeiro lugar como Jesus, nosso Salvador, como nosso Pai celestial e como Espírito Santo, nosso Consolador. Então devemos reconhecê-lo como aquele que nos satisfaz as necessidades e é Senhor de cada área da vida. Significa que o reconhecemos como Senhor dos relacionamentos, do trabalho, das atividades, das finanças, do lar, do corpo e do casamento.

Existe algum ponto em sua vida que você não tenha posto completamente na mão de Deus? Se há, diga: "Senhor, convido-o a cuidar dessa área de minha vida". Se não tiver certeza, peça a Deus que lhe mostre. Ele o fará. Quando perceber alguma área na qual nao o tenha reconhecido plenamente como Senhor, ore: "Senhor, reconheço a ti nesta área de minha vida e peço que reines nela. Quero reconhecer-te em tudo o que faço, para que possa honrar-te e servir-te. Obrigada por dirigir-me os passos e endireitar-me os caminhos".

(retirado de A Bíblia da Mulher que Ora, Stormie Omartian, Ed. Mundo Cristão)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A bênção da obediência.

“Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer.” (Mateus 5.5)


Nesse texto, encontramos algumas das principais características de um discípulo de Jesus, dentre as quais a obediência, que na minha opinião, é o princípio de tudo. É pela obediência que podemos ver tudo mudar ao nosso redor. A desobediência, pelo contrário, mantêm todas as coisas estagnadas, quando não piora tudo.


Simão Pedro e seus sócios, Tiago e João, tinham passado a noite em claro, trabalhando. Eles tentaram pescar, mas o dia amanheceu e nenhum deles havia pego nem um peixe sequer. Durante o dia – provavelmente de manhã – eles estão arrumando os barcos e lavando as redes, às margens do Lago da Galiléia, quando Jesus chega, com uma multidão que O segue.


Para poder falar ao povo e ser visto e ouvido, Ele decide pedir emprestado um dos barcos, para que pudesse afastar-se um pouco das margens do lago e assim, poder discursar para a multidão. Interessante que, quando ele faz o pedido, Simão não lhe nega o barco, muito menos questiona. Ele poderia ter dito: “Mestre, acabamos de chegar, estamos na verdade guardando os nossos apetrechos de pescaria, tiramos o barco da água agora mesmo”. Mas Simão apenas cede o barco e ainda ajuda a empurrá-lo para longe da margem, com Jesus a bordo.


Apesar de cansado, Simão aguarda o Mestre terminar todo o seu discurso. Quando termina de falar, Jesus diz a ele: “Leve o barco para um lugar onde o lago é bem fundo. E então você e seus companheiros joguem as redes para pescar” (v.4).


Outra prova de obediência. Veja o que Simão poderia ter dito:


* “Mestre, já fizemos isso a noite toda e não conseguimos pescar nada.”
* “Mestre, com todo respeito, nós somos pescadores com muita experiência, o senhor é filho de carpinteiro, tem experiência com carpintaria e não com pescaria. Por que deveríamos nós tentar de novo?”
* “Mestre, estamos muito cansados. Passamos a noite toda acordados e nada conseguimos pescar. Vamos pra casa descansar um pouco e quando anoitecer, nós voltaremos e reiniciaremos a pesacaria”.
* “Senhor, como pescadores experientes, sabemos que o melhor horário para boas pescarias é à noite. Porque precisamos tentar a essa hora do dia?”

Ou seja: tudo apontava para o fracasso. Entretanto, numa demonstração de obediência, Simão Pedro diz: “Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer.” (v.5).

Nós, como seres humanos falhos que somos, sempre tentamos questionar, quando Deus nos dá uma voz de comando. Seja através da Palavra, seja através da oração, ou através de nossos líderes, que Ele mesmo designou para cuidar da Igreja. Questionamos, como se Deus não nos conhecesse. Questionamos, como se Deus não soubesse de todas as dificuldades e limitações que enfrentamos. Questionamos e esquecemos de confiar e obedecer.

Deus nos conhece. Ele sabe até onde podemos ir. E quando olharmos em volta, e percebermos que tudo ao redor se encaminha para o fracasso, melhor é obedecer a Deus. Porque se obedecermos, Ele sempre vai nos surpreender. Deus nunca vai nos tirar de onde estamos para nos enviar a uma situação pior. Sendo obedientes, Ele nos respalda. Simão Pedro ficou assustado quando jogou as reder e elas vieram abarrotadas de peixe. Ele teve que gritar para que seus sócios viessem ajudá-lo, pois os barcos estavam prestes a afundar, tamanho era o peso da pesca. De repente, algo que tinha tudo para dar errado, se converte em milagre, em sobrenatural. Tudo porque Simão Pedro resolveu obedecer.


Quando obedecemos, sempre acontecerá mais do que aquilo que esperamos que aconteça. Deus sempre está disposto a nos constranger com suas maravilhosas surpresas. Quando quisermos desobedecer, porque não enxergamos nada de bom a nossa volta, ou porque já estamos ocupados demais para acumularmos mais uma atividade, devemos lembrar sempre que Deus não dá voz de comando aos desocupados. Os pescadores estavam ocupados, limpando as redes depois de uma noite cansativa e frustrante. Talvez estivessem psicologicamente abalados, pensando em como iriam se sustentar, já que a pesca tinha sido um fracasso. Mas um gesto de obediência mudou tudo.


Nós podemos até nos achar indignos da responsabilidade que vamos receber, assim como Simão Pedro se achou indigno de ter Jesus tão próximo dele. Mas se obedecermos, é o próprio Deus quem nos escala para as funções que devemos executar. Então, assim como Jesus obedeceu ao Pai, apesar de estar como ser humano, nós também podemos obedece-Lo. A Bíblia diz que se resistirmos ao diabo (ao pecado, à desobediência) ele fugirá de nós. Obedecer vai se tornar um estilo de vida; não pecar, buscar a santidade, vai se tornar um hábito.


Saímos de casa sem tomar banho?
Saímos de casa sem escovar os dentes?
Deixamos todas as luzes acesas e o gás ligado quando saímos de casa?


Obviamente que não. Tudo isso foi se implantando no nosso cotidiano, até que se tornasse um hábito. O ministério de Simão Pedro foi abençoado pela sua disposição em obedecer. E quando Jesus o chamou para ser pescador de homens (de almas), ele não questionou, não deu desculpas. Simplesmente abriu mão de tudo, inclusive dos dois barcos cheios de peixes e foi com Jesus.
Deus procura por pessoas obedientes, com o coração disposto a segui-Lo. Ele procura por pessoas convictas de que, melhor do que está agora, vai ficar quando resolvermos deixar tudo e seguir Jesus com obediência no coração.


Você se dispõe?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

BIFE DO OLHÃO

“... e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Romanos 5.5)

Segundo a culinária brasileira, bife do olhão é aquele ovo frito inteiro, com a gema no meio, sem quebrar. Eu só fui descobrir isso na década de 90, lá pelos meus 18 anos, e até hoje sorrio quando lembro dessa história.


Minha mãe tinha viajado, todos os meus irmãos moravam fora, papai também estava viajando para tratamento de saúde. Enfim, eu fiquei sozinha em casa. Não sabia cozinhar e nem queria aprender, não gostava de nada que se referisse a serviços domésticos e lembro nitidamente que, quando passei no caixa do supermercado, a moça perguntou: “Sua mãe tá viajando, não tá?” E eu respondi: “Está sim, como você sabe?” Ao que ela prontamente respondeu, do alto de sua larga experiência: “Pelas coisas que você comprou: iogurte, toddynho, lingüiça, pão, ovo... Isso tudo é coisa de quem está só e não sabe ou não quer cozinhar”. Saí sorrindo do supermercado e concordando em tudo. Eu nem sabia e nem queria aprender a cozinhar. Por isso, naquela semana, nem a lingüiça eu preparei. Foi ovo de segunda a sexta: ovo cozido, ovo frito, ovo mexido com cebola e tomate picados, ovo com queijo ralado... todo tipo de cardápio de ovo. Na sexta feira eu já não agüentava mais o cheiro do ovo frito. Liguei para uma grande amiga minha, falei como a vida estava difícil sem a mamãe em casa, como não suportava mais ovo e aí surgiu o convite dela: “Vem passar o dia aqui em casa no domingo, sai de casa um pouco, a gente coloca a conversa em dia e almoça por aqui mesmo, nem que seja um bife do olhão.”

Concordei na hora. Bife? Tô nessa! Não sabia que prato era esse, mas imaginei alguma coisa bem incrementada, um bife suculento com algumas rodelas de tomate ou cebola por cima (ou os dois juntos), ou até com as rodelas da lingüiça que eu não tive vontade de preparar. Mas sabia que era bife e eu precisava urgentemente de carne bovina. Passei o sábado comendo ovo, mas feliz da vida, por saber que no domingo tudo seria diferente. Eu ia comer bife do olhão!

No domingo saí cedo pra casa dela. Chegando lá, soube que a mãe dela também tinha viajado, então éramos só nós duas e toda aquela carne pra comer. Detalhe: eu não precisaria cozinhar, ela prepararia tudo... Fiquei esperando a hora do almoço, ela foi pra cozinha preparar tudo e eu nem me interessei em aprender a receita. Queria mesmo era comer.


Quando a comida veio pra mesa, eu olhei desolada e não sabia se ria, se chorava ou se brigava com ela e ia embora. Em cima da mesa, em um prato bem grande, quatro ovos fritos enormes, com aquela gema gigante no meio, intacta. Nem quis acreditar no que via. Olhei pra ela e pensei: “A entrada dever ser ovo, o bife deve estar ficando pronto. Mas ela não sabe que eu comi ovo a semana inteira?”?

O tempo foi passando e eu, esperando... Até que não agüentei e perguntei: “Mas cadê o bife?” E ela me respondeu: “Taí, amiga, bife do olhão. Eu te avisei. A mamãe viajou e não deixou nada pronto, é o que temos por hoje”.

Eu comi. Tava com fome. Tinha ido lá pra almoçar. Também, não queria chegar em casa e ter que preparar a lingüiça. Eu estava com muita, muita raiva. Almocei com a respiração presa, pra não sentir o cheiro e o gosto daquela fritura que eu já conhecia tão bem. Fui embora pra casa “mufina”, como se diz aqui no Pará, desorientada, sem-graça... Nesse dia eu descobri o que era bife do olhão.

É assim conosco, quando estamos no mundo, sem Deus. A gente só come bife do olhão. Alguns, porque não conhecem outro cardápio. Outros, até conhecem, mas não querem ter o trabalho de preparar. Caímos num comodismo sem tamanho e começamos a achar que as crises, decepções, desesperanças que sofremos são normais, coisas da vida. Engolimos os bifes do olhão goela abaixo e no dia seguinte achamos que tudo terá outro sabor.


Não tem. Vida sem Deus tem sempre o mesmo sabor. Sabor enjoativo de bife do olhão e de todos os outros tipos de ovo que já conhecemos. Não tenho nada contra ovo, deixo isso bem claro aqui. Tenho contra a falta de novidade na vida da gente. Muitas vezes batemos na porta das pessoas querendo alguma novidade que mude a nossa vida, mas a única coisa que elas têm pra oferecer nós já conhecemos: é bife do olhão. E a gente sai de lá com a respiração presa, sem querer sentir aquele gosto de novo, sofrendo calada. Sofrimento não é “coisa da vida”. É coisa da vida sem Deus, assim como a desesperança. O bife do olhão é prático, mas é enjoativo. É a vida sem Deus. Já o cardápio variado, com novidades de carnes diversas, saladas e sabores, dá um certo trabalho, mas o prêmio de saborear as gostosuras preparadas não tem preço!

Que nós possamos ser pessoas inconformadas com os “bifes do olhão” que a vida nos oferece. Precisamos ser conscientes de que Deus quer nos dar o melhor, Ele quer que experimentemos um belo filé, ao invés do ovo nosso de cada dia.
A esperança em Deus é a única que não nos desaponta. O mundo, os amigos, a família, podem prometer coisas que talvez não consigam cumprir. Mas Deus promete e faz. Ainda que aos nossos olhos demore, a esperança Nele nos faz crer que não seremos desapontados. Amém!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Existe vida além da vida. E vida em abundância...

É isso mesmo, o título está certo. Há vida em abundância, além da mera vida que vivemos.
Vida em abundância não é saúde, dinheiro, bens materiais ou conhecimento intelectual. Ou melhor, não é apenas isso. Mas tem muita gente que tem tudo isso e mesmo assim é perseguido diariamente pela sensação de que não está completo. Ou se sente só.

Vida em abundância é ter paz em meio a guerra. É ter, em meio as batalhas produzidas no dia-a-dia, o coração em paz.

Só se sente assim quem conhece o Deus do sobrenatural. Eu vivo experimentando coisas com esse Deus. Coisas que, aos olhos humanos, não dá pra entender.

Minha vida é uma vida simples e comum, mas é cheia de intensidade ao mesmo tempo. Não consigo mais me sentir sozinha, porque fiz do Espírito Santo meu grande amigo e companheiro de todas as horas. Sempre converso com Ele e Ele me mostra aonde errei, durante o dia que passou. Eu não troco a companhia do meu Deus e do doce amigo Espírito Santo por nada neste mundo. Descobri que eles me completam. Fora disso, vivemos correndo atrás de uma felicidade que não existe. Felicidade conquistada por nossas próprias forças costuma ser passageira. E dói... deixa marcas profundas.

Às vezes, lutamos tanto por algo que Deus quer nos dar “de bandeja”, como se costuma dizer. A única coisa que precisamos fazer é não fazer nada. É descansar e confiar Nele.
Costumo encontrar pessoas desiludidas ou desacreditadas de Deus pelo fato de não terem alcançado a concretização de seus planos. Mas a Bíblia diz que “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor” (Provérbio 16.1).

Então, por que insistimos em não entregar tudo pra Ele? Por que rezamos “seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu”, se teimamos em ceder às nossas próprias vontades? Por que não acreditamos quando a Palavra diz que existe e que podemos experimentar “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”?!? (Romanos 12.2).

Eu tenho um Deus sobrenatural, com o qual procuro sempre andar. E você? Já experimentou desse Deus ou só O conhece de ouvir as lindas experiências vividas e contadas pelos outros?
Ele está acessível a todos, sem exceção, e eu não sou melhor do que ninguém, para que Ele esteja apenas comigo. João 10.10 diz que Ele veio para que tenhamos vida, e vida em abundância. Significa sair do lugar-comum, sair da janela da vida, onde muitas vezes nos encontramos debruçados, observando o que acontece com os outros. Significa sair da posição de mero expectador e passar a escrever uma nova história, projetada por quem quer ser nosso melhor amigo.

Eu tenho visto e vivido milagres. Eu quero mais, pois sei que estou sendo lapidada, preparada para algo muito maior. As minhas origens são nobres e isso não pode se perder no tempo. Não posso viver contando o que já foi, preciso continuar escrevendo o que vai ser. Como o vaso nas mãos do oleiro, que a Palavra narra em Jeremias 18.1-6, assim sou eu. Desmanchada e refeita constantemente, conforme Deus quer que seja, já não estou mais só.
Eu quero continuar experimentando a vida abundante que Deus tem pra mim, além dessa vidinha de viver, apenas. Quero continuar experimentando pequenos e grandes milagres e quero continuar presenciando milagres ao meu redor.

Quero ouvir de pessoas que leram esse texto, resolveram deixar-se guiar pelo Espírito Santo e experimentaram também o Deus do sobrenatural. Tanto em suas emoções, quanto na restauração de suas famílias, de seus sonhos, projetos e também (e porque não?) na cura física também, que é conseqüência do emocional, na maioria das vezes. E o mais importante: que cada um que por aqui passar, possa descobrir que não está sozinho no mundo, que existe um amigo maravilhoso que tem para nós os melhores sonhos, os maiores projetos.


“Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que na palma das minhas mãos te gravei." (Isaías 49.15,16)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

IDE! Eu estou indo, e você??

Amigos queridos, feliz 2011 a todos! Esse é o ano de comemorarmos as grandes conquistas de tudo o que semeamos em 2010, com certeza vamos começar a colheita!
Pra começar o ano, vou postar um texto maravilhoso da nossa Bispa Kênia Freitas (http://www.narrandoavidablog.blogspot.com/), que nos leva a profunda reflexão.
Que não iniciemos esse novo ano achando nossas atitudes normais, achando que sempre foi assim, isso não é pensamento de quem quer sair de onde está, isso é pensamento de quem está dormindo, física ou espiritualmente, e não somos dos que dormem, não somos dos que retrocedem. Espero que gostem, deixem seus comentários dizendo o que acharam.
Abraços a todos, Deus os abençoe!


“Disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” Mt. 4.19

Quando maravilhosamente somos transportados do reino das trevas para o reino do amor, quando deixamos a condição de escravos e assumimos o posto de príncipes, recebemos uma tarefa nobre: contribuir para que outros sejam transportados também, é como se fossemos salvos de uma casa em chamas, onde não estávamos sozinhos e ao sermos resgatados imediatamente começássemos a prover meio de resgatar os outros. Ou será que você, ao sair das labaredas, vai se esquecer completamente dos que estavam juntos com você? Vai deixá-los morrer?

Muita gente acha que depois que conheceu a Cristo, sua vida está resolvida e simplesmente se afasta dos amigos, corta relações e passa a caminhar em novidade de vida, esquecendo-se completamente dos que estão sendo ameaçados constantemente pelas chamas, porque estamos vivendo um grande incêndio, milhares estão morrendo duplamente e depois da morte não há mais nada que possa ser feito.

Outras pessoas são resgatadas da vã maneira de viver e se desculpam afirmando que não sabem como resgatar vidas, que vão ainda se preparar, fazer cursos, passar meses ou até anos estudando primeiro... Claro que estudar só faz bem, muito bem, mas não posso falar para quem está prestes a morrer afogado que vou fazer um curso de salvamento e depois volto para resgatá-lo. Não, isso não é possível!

A mulher samaritana tinha uma vida nada convencional, mas assim que foi resgatada na beira do poço, saiu correndo e narrando o que lhe havia acontecido e convidando as pessoas para conhecerem o Profeta que havia revelado verdades absolutas sobre sua vida; a samaritana esqueceu o cântaro que usava para pegar água, esqueceu-se do seu cotidiano, agora ela era uma evangelista e isso era muito urgente, ela sabia o quanto.

Muitos estão cheios de desculpas, é a falta de tempo, porque os projetos deles valem muito mais do que vidas, é o fato de não saberem como fazer, o que também não é justificável, pois Jesus, quando resgatou seus discípulos, já dava a eles de imediato a missão: pescador de homens. Eles eram treinados na prática, resgatando vidas, não havia tempo hábil para cursos e mais cursos. A missão é urgente, é questão de vida ou morte. Sim, de vida ou morte. Você já pensou nisso?

Enquanto você se cerca de desculpas, as pessoas estão morrendo. Fico me perguntando que evangelho é esse tão egoísta que carregamos? Será que de fato fomos por ele alcançados? Porque vamos à Igreja sozinhos, sabendo que nossos amigos e conhecidos estão correndo riscos de morte? Porque lemos a Bíblia só para nós mesmos? Porque ficamos maravilhados com as palavras ministradas nos cultos e não levamos essa mesma ministração a outras pessoas?

Uma pessoa salva que não contribui para o resgate de seus semelhantes é no mínimo egoísta, pois de que adianta tantas palavras bonitas se não há a ação do resgate?

Há quanto tempo você foi salvo? Quantas pessoas você ajudou a ser livre? Ou será que você já nem se lembra mais que um dia foi resgatado? Todos nós levamos no coração o IDE, as palavras do Mestre são claras: para ser de verdade discípulo Dele é necessário fazer como Ele fazia.

Você é pescador de homens. Não perca tempo, não se enrole, não se engane, você precisa resgatar vidas, essa tarefa é sua e é a mais importante de sua vida.

No amor do Rei,

Kênia Freitas.

sábado, 11 de dezembro de 2010

É Natal?!


Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. (Isaías 9.6)

Mais um final de ano chegou, estou impressionada como o tempo passa cada vez mais rápido. Temos que correr muito, em todas as áreas da nossa vida, pois 12 meses parecem não significar mais 365 dias. Parece ser bem menos...
E aí chega a época das festas natalinas. Eu, particularmente, já sofri muito com isso na infância, pois me deixava levar pelas propagandas abusivas da televisão, que apenas enfatizam o consumismo, fazendo com que as crianças sintam a necessidade urgente de ter o melhor presente, pois no dia seguinte à ceia as competições começam: Quem ganhou o melhor presente? O mais caro? O seu carro tem controle remoto? Sua boneca se alimenta sozinha?

Ah, não, já ia me esquecendo: os brinquedos de agora são o playstation, os Ipod's e Ipad's da vida, o net book para a criança de 9 anos ou o celular com todos os recursos possíveis para aquele quase bebê que ainda está sendo alfabetizado.

É assim. Natal significa consumismo exacerbado, muita bebida e glutonaria... Fazemos um "amigo secreto" e geralmente tiramos aquela pessoa com quem menos nos entendemos durante os 360 dias do ano que passou (essa é a parte mais tragicômica de todas).

Mas Natal também não significa nascimento de Jesus? E onde está Jesus nessa história toda?

Vou dizer aqui o que eu entendo que seja Natal. Natal é todo dia, pois se Jesus nasceu, tem que nascer primeiro dentro de mim. Então, se Ele nasce dentro de mim todos os dias, aí sim, terei muito o que comemorar. Não apenas em dezembro, mas em todos os meses do ano.

Ele nasce em mim quando me alimento dele, quando falo com ele todos os dias, quando confio meus cuidados a ele. Ele nasce em mim quando eu ajudo a quem precisa e conto até 1000 se for preciso, pra não dar aquela resposta que está na ponta da língua para quem quer que seja (principalmente para aquele amigo "querido" que provavelmente eu vá sortear na Confraternização da empresa ou da escola, ou até mesmo da igreja...).

Ele nasce em mim de várias formas, mas posso garantir que não nasce quando só paro de comer quando a comida acaba ou quando me embriago nas festas, mostrando muitas vezes uma face de mim que demorei 12 meses para esconder.
Natal é mais sério do que pensamos, e tem de ser algo permanente. Porque ir a uma igreja agradecer apenas no dia 25 se eu posso fazer isso todos os dias do ano? Por que dar aquele abraço forçado em alguém da sua família no dia 24 se você passou o ano inteiro trocando farpas com ele? não dá pra resolver essa pendência antes do dia 24? Trocar um pedido de perdão ou de desculpas, rever conceitos e atitudes...
É. Natal é bem mais do que sonha nossa vã filosofia (parafraseando Shakespeare). Vale a pena pensar mais sobre isso. Para concluir, deixo um poema de Myrtes Mathias, que recitei muito na Igreja Batista, na minha infância e ficou gravado na minha memória até hoje.
Deixa Cristo Nascer
(Myrtes Mathias)

Desce a noite lenta sobre a terra,
Bela e triste, quase irreal!
Bela demais em seu sublime encanto,
triste demais para nascer um santo:
Nasce Deus no primeiro Natal.

À ordem de César, Belém regurgita,
anima a cidade o decreto real:
cheia demais está a hospedaria,
à virgem cansada resta a estrebaria:
Nela nasce Deus no primeiro Natal.

Pastores que velam na escura montanha,
ouvindo a nova do coro angelical,
deixam o rebanho, em busca da luz,
primeiros crentes, vão ver a Jesus:
Adoram a Deus no primeiro Natal.

Sábios, a espera do doce milagre,
reconhecendo a estrela divinal,
deixam o Oriente, trazendo um tesouro,
simbólica oferta: mirra, incenso, ouro:
presentes para Deus no primeiro Natal.

Homem, não maldigas tua sorte incerta,
Não tornes vã a noite sem igual.
Que importa Jesus tenha nascido?
Que importa Ele tenha sofrido?
Se ele não nascer em ti neste Natal?

Deixa o orgulho, a indiferença, o ódio,
sê humilde e crente, abandona o mal.
Não faças do teu coração hospedaria,
onde lugar para Cristo não havia:
dá lugar a Deus neste Natal.

Aceita a história simples da estrebaria,
a estrela linda, o coro angelical.
Entrega teu coração em mística oferta.
Em tua alma haverá paz, no céu haverá festa,
se Cristo nascer em ti neste Natal!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Criando raízes em Deus


Há dias que procurava algo para postar aqui, mas decidi que só iria escrever do que eu vivesse com Deus, não do que os outros viveram e me contaram. O tempo anda curtíssimo, mas eu preciso priorizar o blog. Tem muita gente que passa por aqui na esperança de ler algo que alimente seu dia e sua semana. Ademais, foi Deus quem me deu a idéia do blog, então eu não posso retroceder.
Alguém aí já leu o livro de Colossenses? É o 12º livro do Novo Testamento e trata de uma carta escrita por Paulo de dentro da prisão. Cada vez que leio este livro sinto-me renovada e ontem, mais uma vez, entrei pela madrugada chorando na presença de Deus. Chorando não de desespero, de tristeza ou solidão, mas de alegria, de esperança, de descanso, por tudo o que Deus tem me feito viver em 2010. Tem sido muito aprendizado, muita descoberta de mim mesma. Sou apaixonada por esse Deus que me escolheu.
Mas uma parte muito especial dessa carta aos Colossenses me encantou, onde Paulo recomenda: “DEIXEM QUE AS RAÍZES DE VOCÊS SE APROFUNDEM NELE E EXTRAIAM DELE E A NUTRIÇÃO” (Colossenses 2.7).
Fiquei a-pai-xo-na-da! Deus permite que nos enraizemos Nele para Dele tirarmos a nossa nutrição. Já viram aquelas plantinhas que brotam no tronco das grandes árvores? Pois é. Somo como essas pequenas plantas, “enxertadas” em Deus, de onde podemos extrair tudo o que precisamos!
Que privilégio! E o que é melhor: isso é para qualquer um!
Fiquei tão encantada com essa palavra, ontem ela me pareceu completamente nova. Chorei igual criança. Enxertada em Deus, extraio todo o que preciso para me nutrir e crescer!
Confesso que sou uma plantinha frágil, de raiz fininha, mas decido hoje enraizar-me e aprofundar-me em Deus, para que Ele me dê a nutrição que preciso. Somente assim eu me tornarei uma árvore forte, de raízes fortes, porque estou plantada em terra fértil e pronta para dar bons frutos!
Permita-se hoje, fincar suas raízes em Deus e extrair Dele tudo o que precisa para sua nutrição!
Feliz demais!
Em tempo: a vitamina que se extrai de Deus é a chamada BO: Bíblia e Oração (risos).
Até a próxima, fiquem à sombra da Grande Árvore: Jesus!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vim para adorar-te - Felippe e Mariana Valadão



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Clipe lindo de uma música maravilhosa.
Saudades de todos. Aguardem novidades.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Conte estrelas...

Sai da tua tenda, olha para o céu e conta as estrelas, se é que as pode contar. Assim será a tua descendência, como as estrelas no céu e as areias no mar.

Foi mais ou menos assim que Deus falou para Abrão, em um momento crítico de sua vida. Ele estava envelhecendo, queria ter um filho, mas durante toda a sua vida a espera foi a companheira certa. O filho não veio. Então, Deus o chama para fora da tenda, como quem diz: sai do teu mundo pequeno e cheio de preocupações, olha para o céu, vê a imensidão; o mundo é bem maior do que aquilo que você quer. Há outras coisas para viver, você vai ter aquilo que quer e muito mais, que nem sequer imagina.

Às vezes estamos assim também, como Abrão. Sem esperança, olhando para o que achamos ser o fim do túnel, não enxergamos a luz. Tudo parece perdido, o tempo, as lutas, tudo parece ser em vão.

Ontem, devido ao calor, fui para a sacada de casa um pouco tarde da noite e fiz o que sempre faço quando vou para lá à noite: olhei para o céu. Busquei as estrelas e procurei contá-las. Imediatamente lembrei-me da promessa feita por Deus a Abrão e tomei posse da palavra, acreditando que cada estrela daquelas que vi significa uma promessa de Deus para a minha vida. Algumas estão longe, brilham pouco, mas estão lá. Outras, de tão distantes, parecem impossíveis de serem alcançadas. Mas estão lá. São para minha vida. São para sua vida.

É importante olhar para o céu e tentar contar as estrelas de vez em quando. Isso fortalece, renova as esperanças. Muitas vezes estamos tão concentrados nos nossos probleminhas diários que nos esquecemos o tamanho do poder do Deus que nos criou. Esquecemos que existe alguém muito maior que nós, muito maior que qualquer problema que tenhamos e que, a um simples comando, muda todas as situações.

É importante olhar para o céu e tentar contar as estrelas. Quando fazemos isso, tiramos o foco daquilo que achamos gigantesco e sem solução e colocamos nossa visão em alguém muito maior. Na imensidão do céu, conseguimos erguer nossa cabeça, sair do baixo astral que muitas vezes quer nos dominar e renovar as esperanças.

Lembre sempre que há um céu para se olhar, há estrelas para contar e há promessas para buscar. Sim, as promessas, assim como as estrelas, não cairão do céu diretamente em nossas mãos. Sempre que as estrelas desaparecerem do nosso campo de visão, deve ser porque o dia amanheceu, trazendo novas oportunidades de conquista, e não porque deixamos de olhar para elas para mais uma vez focarmos nossa atenção no tamanho do nosso problema.

O amanhecer é muito importante também, porque nele tudo se renova. Os pássaros trazem um novo canto, o banho antes de sair para o trabalho renova as células e melhora a circulação do sangue no nosso corpo e vemos uma nova chance se descortinando à nossa frente. À noite, ao voltarmos para casa, podemos olhar para cima, contar as estrelas e termos a certeza de que há um Deus maior do que o dia, maior do que a noite e maior do que os problemas. Um Deus de soluções, de esperança, antídoto para todos os desânimos que possam existir.

Saia da sua tenda hoje, olhe para o céu e conte as estrelas. Há algo muito maior do que aquilo que você vê todos os dias.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Entre você e Deus...

Existem momentos na nossa vida em que nos enxergamos sozinhos, ainda que rodeados de pessoas.
Pessoas queridas, que até percebem sua tristeza, ou sua angústia, ou sua dor, mas que nada podem fazer por você.
Podem até chorar com você, indignarem-se com você, ser solidários com você... mas a solução não vem dessas pessoas.
Esse momento é entre você e Deus. Não adianta chorar, espernear, gritar... a não ser que seja pra Ele, com Ele... O mundo ao seu redor não poderá dar fim a sua dor. Não poderá solucionar o seu problema. É entre você e Deus.
Como Ana, ao chorar no templo, pedindo um filho. O sacerdote chegou a pensar que ela estivesse embriagada, a dor era tanta que ela nem mesmo conseguia dizer o que queria. A alma estava tao ferida pelas afronta dos de fora que os lábios tremiam e nao saía palavra de sua boca. Era entre ela e Deus.
E Deus sabia exatamente o que ela queria dizer, o que estava dizendo.
E como Ana, tantos outros na Bíblia tiveram seu momento exclusivo com Deus. O próprio Jesus, ao ver que se aproximava a hora mais temida, o momento da crucificaçao, clamou ao Pai. Foi um momento de submissão, de obediência, mas inevitável.
Todos temos um momento em que percebemos nitidamente que é entre nós e o nosso Deus. É muito particular, ninguém de fora poderá dizer, você mesmo vai sentir.
E nesse momento, toda lágrima, todo balbucio, todo gemido, todo clamor será direcionado à pessoa certa. O único capaz de entender esse momento e providenciar a solução.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Descansando em Deus

Tenho estado sempre feliz.

Isso era raro até bem pouco tempo. Costumamos ouvir que existem momentos de felicidade, mas tenho experimentado a felicidade constante na minha vida. Não que eu não tenha dificuldades, mas até mesmo em meio as dificuldades eu tenho sido extremamente feliz.

Isso me faz lembrar muito de um texto da Bíblia, que me consolou muito em momentos complicados da minha vida. Em Mateus 6:25-34, no sermão do Monte, Jesus fala sobre a ansiedade. Ele diz que não devemos andar ansiosos por nada, absolutamente nada. E nos chama a atenção para pequenas coisas, às quais nem sempre damos importância, muito menos perdemos nosso tempo refletindo sobre elas. De um modo muito simples, Ele nos pede para observar as aves nos céus e as flores do campo. As primeiras, ele diz, não plantam, não colhem, nem armazenam em celeiros. No entanto, não lhes falta o alimento.

Elas são, inclusive, sustentadas pelo próprio Deus (Mateus 6.26). Puxa, que privilégio, ser sustentada por Deus!

E as flores do campo? Jesus observa que elas não trabalham e nem sabem costurar. No entanto, são mais bem vestidas do que o homem mais rico e sábio da terra: o Rei Salomão.

E arremata: Vocês, seres humanos, não valem mais que as aves do céu? Se Deus faz isso com elas, imaginem o que não fará com vocês? E se Deus veste tão bem as flores do campo, que hoje são lindas e amanhã estarão murchas e secas, prontas para serem jogadas no lixo, como será que Ele tratará os seres mais amados do mundo, a coroa da criação? (o homem).

E o mais interessante, e que muitas vezes nos esquecemos: quem de nós, por mais preocupado que esteja, poderá acrescentar um minuto ou um dia à sua própria vida?

Se você para pra pensar, é isso mesmo. Tem que estar feliz em todos os momentos, pois há um Deus que não te esquece, que quer te sustentar em todas as áreas da sua vida e quer que você reconheça o ser nobre que ele criou: você mesmo!

Olhe-se no espelho hoje e diga: EU DECIDI SER FELIZ EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA. TENHO UM DEUS QUE ME ENXERGA, QUE ME AMA E QUE QUER ME SUSTENTAR.
Repita isso todos os dias. Mesmo em meio a lágrimas, soluços, repita isso todos os dias. Nunca haverá motivo para você se preocupar, se encher de rugas, se você tiver consciência de que existe um Deus que já se preocupou por você.

"Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6.33)

Dia desses aprendi que reino é governo. Muitas vezes pensei que era pra buscar o caminho do céu, mas descobri que reino, nesse caso, significa GOVERNO. Ou seja, tenho que deixar Deus governar minha vida, para que todas as demais coisas me sejam acrescentadas.

Se eu perco meu tempo com insônia, pensando nas coisas que quis fazer durante o dia e não consegui, deixo passar a oportunidade de Deus me governar. O simples fato de eu me preocupar significa que Deus está em segundo plano, pois não o estou deixando tomar conta de mim.

Pensando sob esta ótica, não há motivos para tristezas e preocupações. Palavra de quem tem procurado o governo de Deus e tem achado provisão em todos os sentidos. Até minha imunidade aumentou e isso é o mínimo que posso contar: há anos eu não tenho uma gripe. A saúde, a proteção em meio a tanta violência na cidade grande, o sucesso no ambiente de trabalho, os bons relacionamentos... ah, são tantas coisas que Deus tem me acrescentado depois que o deixei me governar... nem preciso me preocupar com nada. Entrego pra Ele e logo depois me vem a solução. Acho que estou rejuvenescendo, tenho um Deus que se preocupa por mim.


Viva feliz! Deixe Deus governar sua vida. Boa noite e um maravilhoso final de semana, sem preocupação alguma!

sábado, 1 de maio de 2010

Andar sobre as águas

ttp://www.youtube.com/watch?v=j4MXXkuGiuc&feature=player_embedded#at=78

sábado, 27 de março de 2010

VIVENDO O SOBRENATURAL DE DEUS (escrito em 24/03/2010)

Estou sorrindo desde ontem. Saí do trabalho, entrei no shopping, fui ao supermercado, cheguei em casa... sorrindo. Literalmente. As pessoas olhavam pra mim com uma interrogação no rosto, como quem quer dizer: “Eu nem conheço essa maluca e ela está vindo na minha direção com um sorriso”. Ao chegar em casa, tentei ligar para algumas pessoas, mas já estavam dormindo. Eu estava tão alegre que pensei: “Hoje eu acordo um”. E liguei para outra grande amiga, que estava acordada. Se estivesse dormindo, ela já sabe que eu deixaria o telefone tocar até ela atender.

Na segunda-feira, uma pessoa me disse que estava com um sorriso constante o dia inteiro, por tantas maravilhas que estavam acontecendo na vida dela. Eu fiquei imaginando o que era passar o dia inteiro com um sorriso fixo no rosto. Apenas imaginei, não consegui concluir o pensamento sobre o assunto.

Sei que ontem aconteceu comigo.

Viver no sobrenatural é algo que muitos não acreditam, outros não entendem e outros não aceitam. Mas existe. O sobrenatural de Deus é maravilhoso. É você olhar para todas as circunstâncias, ver que não dá e entregar para Deus. Seja lá o que for: uma dívida, um relacionamento falido, uma situação de desemprego, de medo, de dúvida, de incerteza. E, de uma hora para outra, os fatos, a realidade e a situação mudam, como num passe de mágica, num piscar de olhos.

Você descansa e desiste de lutar pela situação. Descansa por não ter mais forças e nem competência para pensar naquilo, lutar por aquilo. E é exatamente aí, quando você resolve parar para descansar, que Deus começa a agir. E como Ele não é de carne e osso, assim como eu e você, opera no sobrenatural. E o sobrenatural acontece, e você olha para todos os lados, olha para o raciocínio humano e vê que aquilo que aconteceu não tinha a menor possibilidade de acontecer. Você pisca, tenta enxergar direito, pergunta se ouviu a coisa certa e o sobrenatural continua ali, na sua frente. É como se pedisse para te beliscarem e mesmo assim você não acorda do sonho.

Estou feliz demais. Eu não sou desse mundo, definitivamente não sou daqui. E como não sou daqui, é de se esperar que minhas experiências de vida sejam também de outro mundo: sobre – naturais. Não são naturais as alegrias que eu vivo, a paz que eu tenho enquanto o mundo inteiro se despedaça ao meu redor. A calma que as pessoas dizem que eu transpiro também não é normal. O meu ‘não reclamar’ quando todos reclamam não tem sido nada normal também.

Mas eu não estou nem aí se me chamarem de louca, de doida, de anormal. Tenho um Deus que vai à minha frente, resolvendo tudo enquanto eu simplesmente descanso. Isso é normal?

Eu não sou daqui, portanto, não esperem de mim atitudes de uma pessoa comum. Eu não sou comum.

Sou inédita, exclusiva, feita detalhada e semelhantemente por um Deus que não é nada comum.

Sou filha de um Deus que me dá presentes quando eu menos espero.

Sou refém de um relacionamento de amor, compreensão, sacrifícios e benefícios. Nem tento mais sair desse relacionamento, sou dependente dele para viver.

Alguém consegue me entender?

Posso dar uma dica: hoje, a palavra é de gratidão!!!

(Texto para reflexão e compreensão do dia de hoje: II Samuel, 24.1-25)

terça-feira, 9 de março de 2010

Liberdade


Dia desses eu ia para o trabalho, no ônibus, pela manhã bem cedo. Próximo a mim, sentou-se uma garota que começou a ler uma grande Bíblia de capa cor de rosa. Pra falar a verdade, há dias que venho observando essa moça. Esporadicamente apanhamos o mesmo ônibus e a atitude dela é sempre a mesma: procura um lugar pra sentar, abre a Bíblia e começa a ler.

Comecei a pensar em vários aspectos da atitude dela. Isso me remeteu imediatamente à palavra liberdade. Diz um ditado popular, que só damos valor às coisas quando não mais as temos. Não apenas as coisas, mas as pessoas, os sentimentos, etc. Imediatamente comecei a pensar que, em vários lugares do mundo, existem pessoas que não podem sequer esboçar o abrir de uma Bíblia, pois isso lhes custaria a vida. Pessoas que vivem em países onde os cristãos são perseguidos, onde pedaços de páginas da Bíblia contendo metade de um versículo passam de mão em mão, por baixo de portas, em segredo, em silêncio, para que alguns poucos possam ter acesso à Palavra de Deus. Lugares no mundo onde uma pessoa pode ser presa e torturada até a morte simplesmente por expressar seu credo religioso.

E comecei a pensar na liberdade que nós temos aqui, no Brasil. Aceita-se todo tipo de religião, de denominação, você é livre pra escolher aquilo que quer ser, o ensinamento que quer seguir. Quanta diferença! Mas o que será que nós estamos fazendo com essa liberdade que nos é dada? Será que a estamos utilizando da maneira adequada?

Sei lá, talvez outras pessoas no ônibus, ao olharem para o gesto daquela moça abrindo sua Bíblia para ler, possam ter pensado que ela é uma alienada, coitada; que é uma fanática querendo se mostrar. Mas ninguém sequer pode imaginar o quão ela é livre. O quão ela exerce bem o seu direito de fazer o que quiser. Ela fez uma escolha que mostra toda a sua liberdade. Ela é livre para ser chamada de louca, de fanática, de exibicionista, sei-lá-de-quê. Ela é livre.

E nós? O que estamos fazendo com a liberdade que temos? Será que precisaremos perdê-la um dia para que possamos compreender o seu real valor? Será que vai chegar o dia em que teremos que falar em segredo, aos cochichos, aos símbolos, quem realmente somos e a que viemos?

Se esse dia ainda não chegou – e espero que nunca chegue – então porque agimos como se já o estivéssemos vivendo? Por que não usamos da nossa liberdade para fazer aquilo que muitas vezes desejamos mas nos falta coragem?

Essa coisa de perseguição, de preconceito é antiga. Quando Jesus ressuscitou e os discípulos começaram a escrever a história do cristianismo pelo mundo afora, eles foram muitas vezes vistos como loucos. Paulo foi um dos apóstolos que mais fez e escreveu seu nome na história. Em Atos, lemos que de tanto usar essa liberdade, Paulo foi preso. E lá na prisão, onde foi colocado pra ver se calava a boca, ele começou a cantar. Já tinha sido preso, apanhado muito, mas cantava louvores a Deus. Nem um pouco preocupado com seu futuro, pois era tão livre que já tinha entregue sua vida literalmente nas mãos de Deus. É preciso ser livre para ter essa coragem. Nada podia segurar Paulo. Nem mesmo as grades da cela puderam. À meia-noite, ouviu-se um grande estrondo, seguido de um terremoto e as grades da cela se abriram. Paulo foi livre o suficiente para não se aproveitar da situação e fugir. Quando o carcereiro viu o que tinha acontecido, avisou que ia se matar. Paulo foi tão livre que preferiu ficar e preservar a vida de um pobre homem, que logo em seguida foi liberto também. Ficou livre para escolher o caminho que iria seguir dali pra frente e escolheu Deus. É deste episódio que surge aquele texto tão usado em adesivos de carros: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (Atos 16).

Realmente, seguir a Deus é a maior prova de liberdade que temos. Tem que ser muito livre mesmo, não dever nada a ninguém, pra poder tomar essa atitude. Tem que não olhar pra trás, nem pros lados. Tem que sacudir a poeira e as serpentes que às vezes tentam se enroscar nas nossas pernas. É olhar para a pessoa que te critica e dizer: “Sou tão livre que não me importo com o que você pensa de mim. Estou indo... Fui!”

Em um mundo em que as pessoas tomam por certo o que é errado e o que é errado por certo, é perfeitamente normal que achem que quem segue a Jesus é alienado, pouco inteligente, sem opção de vida. Só que é exatamente o contrário. Fazer essa opção é a maior prova de liberdade que um ser humano pode dar-se a si mesmo e a todos os que o rodeiam.

Que você possa usar corretamente a liberdade que você tem. Vivemos num país livre, onde podemos dizer, fazer, pensar o que quisermos. Não deixe pra sentir saudade da liberdade quando você não mais a tiver.

Boa semana!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Querido diário...

Quem, nessa vida, nunca teve um diário? A maioria das meninas, crianças ou adolescentes, já teve um. Algumas, hoje, já mulheres, casadas, ainda mantêm um livrinho com um cadeado e uma chave que guardam com a própria vida. Nesse livrinho, elas escrevem seus dissabores, suas alegrias, contam suas histórias para si mesmas.

Eu também já tive um. Ou melhor, vários. Começou na oitava série, quando a professora de Português nos incentivou a escrever um diário para exercitar a redação e a ortografia, a caligrafia, etc. E nós escrevíamos ingênuas, falávamos mal das coleguinhas que nos perseguiam na escola, das artes que aprontávamos contra os professores e a secretária da escola. Contávamos tudo. E a professora lia tudo depois. Ela sabia da nossa vida. Tim-tim por tim-tim.

Na era da informática, continuei exercitando esse hábito. Não com tanta constância como fora na adolescência, mas vez por outra eu escrevia algo. Sempre que estava muito triste, eu ia lá e escrevia alguma coisa. Algum tempo antes, eu usava as agendas que ganhava ao início de cada ano. Algumas eu tenho ainda hoje. Lembro-me perfeitamente o que estava sentindo, sobre quem estava falando na época que escrevi alguns de meus desabafos. Em alguns casos eu usava códigos criados por mim mesma, um alfabeto secreto, porque sempre tinha alguém em casa querendo saber além do que eu permitia, então, a melhor maneira era codificar.

Então, recentemente, eu tenho escrito no meu note book. É fácil, coloco-o no colo, ponho uma música legal, fones no ouvido, abro o Word e conto tudo: tristezas, vitórias, fracassos, arrependimentos, planos para o futuro, sonhos conhecidos e secretos. Em alguns casos eu ainda escrevo assim: “sei que daqui a algum tempo vou ler esse texto e sorrir de tudo isso”. Ou porque venci algum medo, ou porque terei alcançado algo que no momento me parece inatingível.
No final, me sinto mais leve, acabo nem tendo que alugar ninguém com meus dilemas, meus anseios e meus planos malucos.

Mas ontem, algo em mim mudou.

Sempre tenho me questionado porque não sinto vontade de orar, às vezes. Como eu digo pra pastora: “às vezes eu chego à igreja e só mentalizo, porque sei que Deus tá lendo meu pensamento e sabe o quanto eu estou triste, ou cansada, ou qualquer outra coisa”...
Os dias vão passando e eu não consigo ter a vida de oração que gostaria de ter, ou pelo menos, que sei que preciso ter. Um dia, numa manhã de oração em grupo, presenciei uma experiência que mexeu muito comigo. Eu comecei a pensar: Eu quero isso pra mim, eu quero viver isso também. Mas, ao mesmo tempo, eu reconheci que só quem vive aquilo é alguém que tem muita intimidade com Deus, que é “assim” com Ele.

E agora, o livro que estou lendo chama-se “Oração, a chave para o avivamento”, do pastor Cho, da Coréia. Ele conta de suas experiências com a oração, os tipos de oração que existem, etc. Muitas vezes, a gente acha que a oração é algo muito simples, muito fácil de fazer, mas como existem empecilhos que nos impedem de orar... e assim, a nossa vida vai atravancando cada vez mais, fica parada no mesmo lugar, não vivemos nada de novo...

Sim, mas o que tem tudo isso a ver com a história do diário?

Nesse exato domingo, ontem, eu entendi algo que veio como resultado de alguns poucos segundos de oração. Na igreja, eu pedia mudança, libertação de tanta coisa ruim que tem me complicado a vida, me segurado, me feito andar pra trás, ainda que contra a minha vontade... E veio de Deus imediatamente, uma resposta que dizia mais ou menos algo como: “ao invés de contar no seu diário eletrônico, conte pra Mim. Esqueça o seu diário, faça de Mim o seu diário...”

E eu me lembrei de imediato que aquilo era uma verdade, que no domingo à tarde eu tinha desabafado profundamente com o meu note book. Tinha escrito nele algumas coisas que me apertavam o coração e me angustiavam a alma. Coisas que eu não poderia dizer aos mortais, porque senão eles se ofenderiam profundamente. Depois de um tempo de aprendizado, tenho conseguido guardar as coisas que gostaria de dizer. É melhor eu preservar as pessoas do que me satisfazer ao desabafar. Quando a gente desabafa, tira um peso dos nossos ombros e o repassa imediatamente a uma pessoa envolvida na história.

E naquela hora, eu lembrei do meu diário. E entendi que a falta de vontade de orar era simplesmente porque eu não tinha nada pra falar com Deus. Também, pudera, eu já tinha escrito tudo e me aliviado das tensões, dos problemas, das raivas. E ainda tinha a cara de pau de dizer pra Deus: “Senhor, me perdoa, eu não tô muito a fim de falar hoje, eu to tão cansada, tão triste, tão sei-lá-o-quê”.

Cara de pau mesmo, né? Sinceramente, Deus tem muita paciência comigo. Passei milhares de vezes por uma passagem da Bíblia que queria me dizer muita coisa, mas eu lia e não conseguia assimilar a informação: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).
É isso. Quando a gente lê isso e não presta atenção, pensa assim: esse texto já foi pra mim, mas hoje eu já aceitei Jesus, não estou mais cansada e nem oprimida, portanto não preciso mais dele. Mas isso se inclui pra gente antiga na igreja, gente como eu, que escrevia em diário e se esquecia de contar pra Deus.

Domingo foi dia de muita revelação na minha vida. E olha que foi um domingo em que eu não estava me sentindo digna de nada mesmo, de tão chateada que eu estava. Mas Deus usa as situações mais estranhas pra nos sacudir. E olha que foram poucos segundos, como eu disse. Imagina se eu realmente desenvolver um diálogo mais prolongado com Ele.

Tomara que você também se sinta melhor hoje, ao saber que o melhor diário para escrevermos nossa história é manter um diálogo contínuo com Deus. O bom de tudo, é que Ele lê, dá sugestões, resolve os problemas e ainda reescreve uma nova história, cheinha de novidades.
Bom dia, boa semana!
Ah, e feliz ano novo também. Ainda que bem atrasado!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Oportunidades e armadilhas

Esta palavra, uma pérola encontrada no site da Lagoinha (http://www.lagoinha.com/), vem de encontro ao que estou vivendo no momento. Preciosíssima, todos devem ler... Desejo sinceramente que ela satisfaça às expectativas e anseios de todos que por aqui passarem.


Oportunidades e armadilhas

O ser humano tem necessidades e desejos esperando para serem atendidos. Adquirimos conhecimento, desenvolvemos habilidades e ficamos na expectativa de uma boa ocasião para realizarmos nossos propósitos.

Então, de repente, surge uma oportunidade como porta que se abre, atrativa, chamativa, promissora. Na medida em que crescemos na vida, muitas portas vão se abrindo. A grande questão é: onde estaremos entrando? Para onde seremos conduzidos? Depois que entrarmos, será possível sair?

Peixes, aves, e outros animais, são atraídos por iscas alimentares que os conduzem ao cativeiro e a morte. O homem também é apanhado de forma semelhante (Ec 9.12). Relatos bíblicos nos mostram personagens diante de algumas oportunidades: Eva diante de um fruto maduro (Gn 3.6); Esaú diante de uma refeição preparada (Gn 25.29); Jonas diante de um navio ancorado e prestes a partir (Jn 1.3).

Na vida encontramos ocasiões assim: Tudo está pronto. Não teremos trabalho algum. Parece que todos os fatores estão contribuindo para a realização de um sonho (ou pesadelo).

Tal é o quadro descrito pelo convite da mulher adúltera: “Já cobri a minha cama de cobertas, de colchas de linho do Egito. Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo. Vem, saciemo-nos de amores até pela manhã; alegremo-nos com amores. Porque meu marido não está em casa; foi fazer uma jornada ao longe; um saquitel de dinheiro levou na mão; só lá para o dia da lua cheia voltará para casa.” (Pv 7.16-20.)

O caminho mais fácil pode ser o mais perigoso. Se tudo está pronto, se não houve custo nem trabalho, e ainda precisa ser escondido, cuidado.

Pode ser algo que atende ao desejo e à expectativa, mas contraria o que Deus falou (Gn 2.17; 3.6; Êx 20.14). A Palavra do Senhor deve ser a nossa fonte de parâmetros e princípios para as escolhas da vida.

José, solteiro, longe da família, trabalhando como escravo, foi alvo de uma mulher sedutora (Gn 39.7-13). Que oportunidade! Entretanto, o jovem servo de Deus rejeitou aquele presente maligno. Hoje, muitos o chamariam de bobo etc. Depois José veio a ser governador do Egito, casou-se e realizou seus desejos com sua esposa.

Oportunidades do dia-a-dia, envolvendo relacionamentos, empregos, negócios etc. precisam ser avaliadas com muita sabedoria e seriedade. As vantagens aparentes não devem ser os fatores decisivos nas nossas escolhas.

Muitas vezes será preciso dizer ‘não’, recusando propostas, convites, ofertas e presentes ilícitos, suspeitos ou inconvenientes. Seria o caso dos subornos ou, por exemplo, presente de ex-namorado oferecido a uma mulher casada. Muitas situações gratuitas permitem prever efeitos negativos e cobranças futuras.

São interessantes os exemplos bíblicos vividos por Abraão (Gn 14.21-23), Davi (2Sm 24.22-24), Eliseu (2Rs 5.15-16) e os apóstolos (At 8.18-20) que disseram ‘não’ diante de oportunidades de ganho material indevido. Os verdadeiros servos de Deus devem ser capazes de recusar até ofertas em dinheiro, como Pedro recusou, quando alguém quiser comprar a bênção ou adquirir posições ou privilégios na igreja.

Aqui estão alguns procedimentos e aspectos a serem observados para que se reduza a possibilidade de uma decisão errada diante de algumas oportunidades:

1. Ore ao Senhor (Ef 6.18). Quem não ora assume sozinho a responsabilidade pelas consequências.


2. Verifique a origem da proposta (Gl 5.8). No caso de Sansão, por exemplo: Dalila, uma mulher pertencente à nação inimiga, não poderia ser bênção em sua vida (Jz 16.4).


3. Descubra o que a Palavra de Deus diz a respeito daquele assunto específico ou semelhante (Sl 119.105). Se Deus proibiu determinado ato, não adianta orar e perguntar novamente. Foi o caso de Balaão diante das ofertas de Balaque (Nm 22.18-19).


4. Ouça a voz da consciência. Ela nos faz perceber que alguma coisa está errada, mesmo que não saibamos o que é. Embora ela possa ser cauterizada ou condicionada, não deixa de ser um juízo interior dado por Deus. Se a consciência nos acusa ou reprova, isso pode indicar uma cilada (Rm 2.15; 9.1; 1Jo.3.20-21). Se sentimos paz, é provável que o caminho seja certo, mas devemos avaliar outros aspectos envolvidos.


5. Qual é o preço a ser pago? Existem recursos para o pagamento? (Lc 14.28). Vantagens exageradas gratuitas ou com preço insignificante devem inspirar desconfiança. Produtos roubados são muito baratos. Se o preço for alto demais, podemos também estar diante de uma transação injusta.


6. Quais são os riscos e as consequências? Vale a pena investir? Aonde chegaram aqueles que trilharam esse caminho? (Pv 14.12).


7. Que tipo de renúncia ou perda envolve cada alternativa? Não se pode ter tudo ao mesmo tempo. Quem escolhe um amante perderá o marido e, talvez, os filhos. Quem quer ganhar o mundo, pode perder a alma (Mt 16.26).


8. Você precisa mesmo daquilo? (Lc 10.41-42). Até no caso de situações lícitas, é preciso verificar se existe uma necessidade que justifique o investimento. O consumismo da sociedade capitalista faz com que muitas pessoas gastem muito dinheiro com artigos supérfluos e inúteis.


9. É o tempo certo para esse tipo de realização? (Ec 3.1).


10. Se existe dúvida, não tome uma decisão apressada. Um período de reflexão pode significar a diferença entre a vida e a morte. Não seja precipitado (Pv 21.5). Precipitação e queda são sinônimos.


11. Ouça o conselho de pessoas mais experientes, principalmente dos líderes, pais, pastores etc. (Pv 11.14).

Cada situação da vida pode trazer características imprevisíveis, mas sempre podemos avaliá-las sob o seguinte enfoque:

Como esta oportunidade se encaixa no propósito geral da minha vida?

Vejamos a experiência e o exemplo do Senhor Jesus: queriam fazê-lo rei (João 6.15). Ele rejeitou. Quem rejeitaria uma posição desse tipo? O Mestre não aceitou porque estava determinado a cumprir o plano de Salvação no Calvário. Ele conhecia o propósito do Pai e estava resoluto no desempenho de sua missão. Ser rei não seria pecado. Existem oportunidades em nossas vidas que envolvem coisas boas e não pecaminosas, mas, ainda assim, nos afastam do propósito de Deus.

As oportunidades malignas são atalhos que nos afastam do caminho certo, desviando-nos do nosso alvo e interrompendo a obra que estamos realizando (Ne 6.3). Por exemplo, no caso dos apóstolos, surgiu a oportunidade de se envolverem com o trabalho social, servindo a mesa das viúvas. Seria um ministério correto e maravilhoso, mas haveria de desviá-los da missão de pregar a Palavra de Deus e estabelecer os fundamentos da igreja (At 6.1-4).

Fato é que, em geral, vivemos em busca de oportunidades para a realização da nossa vontade. Mas, como fica a obediência à vontade de Deus? Não percamos as oportunidades para evangelizar, pregar a palavra, jejuar, orar, participar dos cultos, ter comunhão com os irmãos e exercer nossos dons e ministérios. E essas oportunidades são diárias. Dizer que estamos esperando por elas é, quase sempre, apenas uma desculpa descabida e inaceitável.

Queremos que Deus abra as portas e nos dê oportunidades, mas, quem sabe Ele também esteja esperando que abramos o nosso coração e deixemos que ele opere em nós (Ap 3.20).

Se a realização da vontade de Deus for a razão e o propósito da nossa existência, ficará bem mais fácil identificar as armadilhas malignas e escapar delas. Se o nosso alimento vem do Pai, não seremos apanhamos pelas iscas e laços do passarinheiro (Sl 91.3; 124.7).

O que vem de Deus é melhor

Rejeitar as ofertas do mundo pode trazer um ilusório sentimento de perda, mas vale a pena resistir às astutas ciladas de Satanás, pois o Senhor tem o melhor para nós. Para aqueles que já entraram pelas portas erradas, resta o arrependimento, caso ainda não tenham sido destruídos pelo maligno. Foi o caso de Jonas. No ventre do peixe, ele orou ao Senhor e foi vomitado na praia (Jn 2.1,10).

No deserto, depois que Jesus rejeitou todas as propostas de Satanás, disfarçadas de boas oportunidades, vieram os anjos e o serviram (Mt 4.11).

O Senhor abençoará a todos os seus filhos, dando-nos oportunidade para realizar os sonhos que Ele mesmo colocou em nossos corações.

Não perca as boas oportunidades da vida

Elas estão presentes até mesmo nas pequenas coisas cotidianas (Ec 2.24; 5.18; 8.15). Nem só de renúncia e austeridade vive um servo de Deus. Cada dia que vivemos é uma nova oportunidade para muitas realizações. Só não podemos dar ocasião à carne e ao diabo (Ef 4.27; 1Tm 5.14; Gl 5.13; 1Co 7.21). Aproveite a vida presente, pois reencarnação não existe e a eternidade terá outros propósitos.

Apesar de todas as advertências, não podemos ficar travados em nossas decisões por causa do medo disfarçado de prudência. Muitas chances que temos são portas que Deus abriu. Reconhecendo assim, entremos por elas e sejamos felizes.

A bem da verdade, precisamos lembrar que as boas oportunidades também envolvem riscos, mas, nos casos das armadilhas, os riscos são fatais e alguém tenta ocultá-los por meio de artifícios. As dúvidas também costumam ser persistentes até nos melhores empreendimentos, mesmo porque nem todos os detalhes são conhecidos com antecedência, mas, se tomamos todas as providências possíveis, podemos ousar e prosseguir.

Criando oportunidades

Esperar que a oportunidade surja pode ser uma postura passiva sem garantias de êxito. É como esperar que uma porta se abra sem que o interessado tenha batido. Em algumas situações, podemos criar a oportunidade. Como Jesus ensinou: “Batei e abrir-se-vos-á.” (Mt 7.7.) Se o tempo é propício, não espere. Vá à luta, sem abrir mão dos princípios cristãos.

A oportunidade de ouro

Algumas oportunidades, por serem únicas, são imperdíveis. A arca de Noé é um exemplo. Ninguém poderia dizer: “Vou esperar o próximo barco”. Quem perdeu, morreu. Quando os israelitas chegaram diante da terra prometida, quase todos recuaram por causa do tamanho dos gigantes. O povo não entrou e não houve outra chance para aquela geração, exceto para Josué e Calebe.

A maior oportunidade que o homem tem é a de aceitar o Senhor Jesus como seu Salvador. Esta chance existe no tempo que se chama Hoje (Hb 4.16). Deixar para amanhã pode ser o maior risco que alguém possa assumir. Por isso, está escrito:

“Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.” (2Co 6.2.) Não sejamos como os contemporâneos de Jeremias que disseram: “Passou a sega, findou o verão e nós não estamos salvos.” (Jr 8.20).

Assim como não haveria uma segunda arca de Noé, também não haverá outro Salvador a quem possamos esperar (Mt 11.3) ou algum purgatório que substitua a purificação dos pecados realizada pelo sangue de Jesus. Portanto, se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração (Hb 4.7). Aproveitemos a oportunidade que Deus nos dá hoje. :: Por Anísio Renato de Andrade Bacharel em Teologia. www.anisiorenato.com Colaborador do portal Lagoinha.com