sábado, 24 de março de 2012

Tempo de Reconhecer

"Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas"

(Provérbios 3:5-6)


Temos de crer que os caminhos de Deus são sempre certos, sem tentar descobrir coisas por conta própria ou fazer nossas regras. Temos de reconhecer Deus em cada área de nossa vida.

É preciso reconhecê-lo em primeiro lugar como Jesus, nosso Salvador, como nosso Pai celestial e como Espírito Santo, nosso Consolador. Então devemos reconhecê-lo como aquele que nos satisfaz as necessidades e é Senhor de cada área da vida. Significa que o reconhecemos como Senhor dos relacionamentos, do trabalho, das atividades, das finanças, do lar, do corpo e do casamento.

Existe algum ponto em sua vida que você não tenha posto completamente na mão de Deus? Se há, diga: "Senhor, convido-o a cuidar dessa área de minha vida". Se não tiver certeza, peça a Deus que lhe mostre. Ele o fará. Quando perceber alguma área na qual nao o tenha reconhecido plenamente como Senhor, ore: "Senhor, reconheço a ti nesta área de minha vida e peço que reines nela. Quero reconhecer-te em tudo o que faço, para que possa honrar-te e servir-te. Obrigada por dirigir-me os passos e endireitar-me os caminhos".

(retirado de A Bíblia da Mulher que Ora, Stormie Omartian, Ed. Mundo Cristão)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A bênção da obediência.

“Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer.” (Mateus 5.5)


Nesse texto, encontramos algumas das principais características de um discípulo de Jesus, dentre as quais a obediência, que na minha opinião, é o princípio de tudo. É pela obediência que podemos ver tudo mudar ao nosso redor. A desobediência, pelo contrário, mantêm todas as coisas estagnadas, quando não piora tudo.


Simão Pedro e seus sócios, Tiago e João, tinham passado a noite em claro, trabalhando. Eles tentaram pescar, mas o dia amanheceu e nenhum deles havia pego nem um peixe sequer. Durante o dia – provavelmente de manhã – eles estão arrumando os barcos e lavando as redes, às margens do Lago da Galiléia, quando Jesus chega, com uma multidão que O segue.


Para poder falar ao povo e ser visto e ouvido, Ele decide pedir emprestado um dos barcos, para que pudesse afastar-se um pouco das margens do lago e assim, poder discursar para a multidão. Interessante que, quando ele faz o pedido, Simão não lhe nega o barco, muito menos questiona. Ele poderia ter dito: “Mestre, acabamos de chegar, estamos na verdade guardando os nossos apetrechos de pescaria, tiramos o barco da água agora mesmo”. Mas Simão apenas cede o barco e ainda ajuda a empurrá-lo para longe da margem, com Jesus a bordo.


Apesar de cansado, Simão aguarda o Mestre terminar todo o seu discurso. Quando termina de falar, Jesus diz a ele: “Leve o barco para um lugar onde o lago é bem fundo. E então você e seus companheiros joguem as redes para pescar” (v.4).


Outra prova de obediência. Veja o que Simão poderia ter dito:


* “Mestre, já fizemos isso a noite toda e não conseguimos pescar nada.”
* “Mestre, com todo respeito, nós somos pescadores com muita experiência, o senhor é filho de carpinteiro, tem experiência com carpintaria e não com pescaria. Por que deveríamos nós tentar de novo?”
* “Mestre, estamos muito cansados. Passamos a noite toda acordados e nada conseguimos pescar. Vamos pra casa descansar um pouco e quando anoitecer, nós voltaremos e reiniciaremos a pesacaria”.
* “Senhor, como pescadores experientes, sabemos que o melhor horário para boas pescarias é à noite. Porque precisamos tentar a essa hora do dia?”

Ou seja: tudo apontava para o fracasso. Entretanto, numa demonstração de obediência, Simão Pedro diz: “Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer.” (v.5).

Nós, como seres humanos falhos que somos, sempre tentamos questionar, quando Deus nos dá uma voz de comando. Seja através da Palavra, seja através da oração, ou através de nossos líderes, que Ele mesmo designou para cuidar da Igreja. Questionamos, como se Deus não nos conhecesse. Questionamos, como se Deus não soubesse de todas as dificuldades e limitações que enfrentamos. Questionamos e esquecemos de confiar e obedecer.

Deus nos conhece. Ele sabe até onde podemos ir. E quando olharmos em volta, e percebermos que tudo ao redor se encaminha para o fracasso, melhor é obedecer a Deus. Porque se obedecermos, Ele sempre vai nos surpreender. Deus nunca vai nos tirar de onde estamos para nos enviar a uma situação pior. Sendo obedientes, Ele nos respalda. Simão Pedro ficou assustado quando jogou as reder e elas vieram abarrotadas de peixe. Ele teve que gritar para que seus sócios viessem ajudá-lo, pois os barcos estavam prestes a afundar, tamanho era o peso da pesca. De repente, algo que tinha tudo para dar errado, se converte em milagre, em sobrenatural. Tudo porque Simão Pedro resolveu obedecer.


Quando obedecemos, sempre acontecerá mais do que aquilo que esperamos que aconteça. Deus sempre está disposto a nos constranger com suas maravilhosas surpresas. Quando quisermos desobedecer, porque não enxergamos nada de bom a nossa volta, ou porque já estamos ocupados demais para acumularmos mais uma atividade, devemos lembrar sempre que Deus não dá voz de comando aos desocupados. Os pescadores estavam ocupados, limpando as redes depois de uma noite cansativa e frustrante. Talvez estivessem psicologicamente abalados, pensando em como iriam se sustentar, já que a pesca tinha sido um fracasso. Mas um gesto de obediência mudou tudo.


Nós podemos até nos achar indignos da responsabilidade que vamos receber, assim como Simão Pedro se achou indigno de ter Jesus tão próximo dele. Mas se obedecermos, é o próprio Deus quem nos escala para as funções que devemos executar. Então, assim como Jesus obedeceu ao Pai, apesar de estar como ser humano, nós também podemos obedece-Lo. A Bíblia diz que se resistirmos ao diabo (ao pecado, à desobediência) ele fugirá de nós. Obedecer vai se tornar um estilo de vida; não pecar, buscar a santidade, vai se tornar um hábito.


Saímos de casa sem tomar banho?
Saímos de casa sem escovar os dentes?
Deixamos todas as luzes acesas e o gás ligado quando saímos de casa?


Obviamente que não. Tudo isso foi se implantando no nosso cotidiano, até que se tornasse um hábito. O ministério de Simão Pedro foi abençoado pela sua disposição em obedecer. E quando Jesus o chamou para ser pescador de homens (de almas), ele não questionou, não deu desculpas. Simplesmente abriu mão de tudo, inclusive dos dois barcos cheios de peixes e foi com Jesus.
Deus procura por pessoas obedientes, com o coração disposto a segui-Lo. Ele procura por pessoas convictas de que, melhor do que está agora, vai ficar quando resolvermos deixar tudo e seguir Jesus com obediência no coração.


Você se dispõe?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

BIFE DO OLHÃO

“... e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Romanos 5.5)

Segundo a culinária brasileira, bife do olhão é aquele ovo frito inteiro, com a gema no meio, sem quebrar. Eu só fui descobrir isso na década de 90, lá pelos meus 18 anos, e até hoje sorrio quando lembro dessa história.


Minha mãe tinha viajado, todos os meus irmãos moravam fora, papai também estava viajando para tratamento de saúde. Enfim, eu fiquei sozinha em casa. Não sabia cozinhar e nem queria aprender, não gostava de nada que se referisse a serviços domésticos e lembro nitidamente que, quando passei no caixa do supermercado, a moça perguntou: “Sua mãe tá viajando, não tá?” E eu respondi: “Está sim, como você sabe?” Ao que ela prontamente respondeu, do alto de sua larga experiência: “Pelas coisas que você comprou: iogurte, toddynho, lingüiça, pão, ovo... Isso tudo é coisa de quem está só e não sabe ou não quer cozinhar”. Saí sorrindo do supermercado e concordando em tudo. Eu nem sabia e nem queria aprender a cozinhar. Por isso, naquela semana, nem a lingüiça eu preparei. Foi ovo de segunda a sexta: ovo cozido, ovo frito, ovo mexido com cebola e tomate picados, ovo com queijo ralado... todo tipo de cardápio de ovo. Na sexta feira eu já não agüentava mais o cheiro do ovo frito. Liguei para uma grande amiga minha, falei como a vida estava difícil sem a mamãe em casa, como não suportava mais ovo e aí surgiu o convite dela: “Vem passar o dia aqui em casa no domingo, sai de casa um pouco, a gente coloca a conversa em dia e almoça por aqui mesmo, nem que seja um bife do olhão.”

Concordei na hora. Bife? Tô nessa! Não sabia que prato era esse, mas imaginei alguma coisa bem incrementada, um bife suculento com algumas rodelas de tomate ou cebola por cima (ou os dois juntos), ou até com as rodelas da lingüiça que eu não tive vontade de preparar. Mas sabia que era bife e eu precisava urgentemente de carne bovina. Passei o sábado comendo ovo, mas feliz da vida, por saber que no domingo tudo seria diferente. Eu ia comer bife do olhão!

No domingo saí cedo pra casa dela. Chegando lá, soube que a mãe dela também tinha viajado, então éramos só nós duas e toda aquela carne pra comer. Detalhe: eu não precisaria cozinhar, ela prepararia tudo... Fiquei esperando a hora do almoço, ela foi pra cozinha preparar tudo e eu nem me interessei em aprender a receita. Queria mesmo era comer.


Quando a comida veio pra mesa, eu olhei desolada e não sabia se ria, se chorava ou se brigava com ela e ia embora. Em cima da mesa, em um prato bem grande, quatro ovos fritos enormes, com aquela gema gigante no meio, intacta. Nem quis acreditar no que via. Olhei pra ela e pensei: “A entrada dever ser ovo, o bife deve estar ficando pronto. Mas ela não sabe que eu comi ovo a semana inteira?”?

O tempo foi passando e eu, esperando... Até que não agüentei e perguntei: “Mas cadê o bife?” E ela me respondeu: “Taí, amiga, bife do olhão. Eu te avisei. A mamãe viajou e não deixou nada pronto, é o que temos por hoje”.

Eu comi. Tava com fome. Tinha ido lá pra almoçar. Também, não queria chegar em casa e ter que preparar a lingüiça. Eu estava com muita, muita raiva. Almocei com a respiração presa, pra não sentir o cheiro e o gosto daquela fritura que eu já conhecia tão bem. Fui embora pra casa “mufina”, como se diz aqui no Pará, desorientada, sem-graça... Nesse dia eu descobri o que era bife do olhão.

É assim conosco, quando estamos no mundo, sem Deus. A gente só come bife do olhão. Alguns, porque não conhecem outro cardápio. Outros, até conhecem, mas não querem ter o trabalho de preparar. Caímos num comodismo sem tamanho e começamos a achar que as crises, decepções, desesperanças que sofremos são normais, coisas da vida. Engolimos os bifes do olhão goela abaixo e no dia seguinte achamos que tudo terá outro sabor.


Não tem. Vida sem Deus tem sempre o mesmo sabor. Sabor enjoativo de bife do olhão e de todos os outros tipos de ovo que já conhecemos. Não tenho nada contra ovo, deixo isso bem claro aqui. Tenho contra a falta de novidade na vida da gente. Muitas vezes batemos na porta das pessoas querendo alguma novidade que mude a nossa vida, mas a única coisa que elas têm pra oferecer nós já conhecemos: é bife do olhão. E a gente sai de lá com a respiração presa, sem querer sentir aquele gosto de novo, sofrendo calada. Sofrimento não é “coisa da vida”. É coisa da vida sem Deus, assim como a desesperança. O bife do olhão é prático, mas é enjoativo. É a vida sem Deus. Já o cardápio variado, com novidades de carnes diversas, saladas e sabores, dá um certo trabalho, mas o prêmio de saborear as gostosuras preparadas não tem preço!

Que nós possamos ser pessoas inconformadas com os “bifes do olhão” que a vida nos oferece. Precisamos ser conscientes de que Deus quer nos dar o melhor, Ele quer que experimentemos um belo filé, ao invés do ovo nosso de cada dia.
A esperança em Deus é a única que não nos desaponta. O mundo, os amigos, a família, podem prometer coisas que talvez não consigam cumprir. Mas Deus promete e faz. Ainda que aos nossos olhos demore, a esperança Nele nos faz crer que não seremos desapontados. Amém!